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Apenas um adolescente é apontado pela Polícia como agressor do cachorro Orelha

Polícia de SC conclui inquérito e aponta participação de adolescentes em agressões contra cão Orelha e cachorro Caramelo

3 fev 2026 - 21h31
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O encerramento das apurações sobre a morte do cão comunitário Orelha e a tentativa de afogamento do cachorro Caramelo trouxe respostas aguardadas pela comunidade da Praia Brava, em Florianópolis. A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que adolescentes estiveram envolvidos nos dois episódios e apontou atos infracionais equivalentes ao crime de maus-tratos contra animais. As ocorrências, registradas no início de janeiro, causaram forte comoção entre moradores e frequentadores do bairro turístico.

Apenas um adolescente é apontado pela Polícia como agressor do cachorro Orelha
Apenas um adolescente é apontado pela Polícia como agressor do cachorro Orelha
Foto: Mais Novela

No caso de Orelha, um adolescente foi identificado como o principal agressor e teve a internação provisória solicitada pela polícia. Segundo a investigação, ele chegou a permanecer nos Estados Unidos durante parte do inquérito. Já em relação a Caramelo, outros quatro adolescentes foram responsabilizados por participação na tentativa de afogamento. Por força do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), dados como nomes, idades e localização dos envolvidos seguem sob sigilo absoluto.

Investigação detalhada e provas técnicas

De acordo com os laudos da Polícia Científica, Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou objeto rígido. O delegado Renan Balbino explicou que contradições no depoimento do adolescente foram fundamentais para o avanço do caso. "O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio", afirmou. Ele acrescentou: "As imagens, roupas e testemunhas confirmam que ele estava na praia". Ao todo, foram ouvidas 24 testemunhas, analisadas mais de mil horas de gravações e utilizados softwares de geolocalização para confirmar a autoria.

Além do jovem, três adultos foram indiciados por coação no inquérito relacionado a Orelha, que morreu após ser encontrado agonizando na madrugada de 4 de janeiro. A delegada Mardjoli Valcareggi destacou que peças de roupa apreendidas foram decisivas para ligar o suspeito às imagens registradas no local. O material foi comparado com filmagens e ajudou a reconstruir a dinâmica do crime.

Há cerca de dez anos, Orelha fazia parte do cotidiano da Praia Brava, sendo cuidado por moradores e considerado um mascote da região. A veterinária Fernanda Oliveira descreveu o animal como "sinônimo de alegria" e lembrou: "Ele era muito amado. Um cachorrinho de 10 anos… que mal faria a alguém?". O empresário Silvio Gasperin, que ajudou no socorro, lamentou: "Estava agonizando, a gente o recolheu, levou para o veterinário. Mas tinha sido completamente massacrado, né? Uma crueldade sem tamanho". O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina, que agora avalia as próximas medidas.

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