Xiaomi avança sobre mercados fora da China diante de peso de custos e concorrência
A Xiaomi divulgou nesta terça-feira queda de 43% no lucro líquido do primeiro trimestre e disse que vai ampliar aposta em mercados fora da China por conta de custos mais altos de chips de memória e outros componentes eletrônicos, além da ferrenha competição doméstica.
A fabricante chinesa de smartphones e veículos elétricos teve lucro líquido ajustado de 6,1 bilhões de iuans (US$899 milhões) no período de janeiro a março. Analistas, em média, esperavam resultado positivo de 6,4 bilhões de iuans, de acordo com dados da LSEG.
A Xiaomi disse que vai crescer mais fortemente nos mercados internacionais como parte dos esforços para compensar os custos mais altos dos componentes e a concorrência mais acirrada.
O presidente da Xiaomi, William Lu, disse que o setor teve que se adaptar a um "novo normal" de custos de memória mais altos, embora o aumento nos custos deverá diminuir a partir do terceiro trimestre.
A Xiaomi está investindo pesadamente em veículos elétricos e inteligência artificial, buscando novos impulsionadores de receita além de seu negócio principal de celulares.
A divisão de veículos elétricos está crescendo e contribuindo mais para a receita, mas ainda está pesando sobre o lucro devido a investimento pesado e margens mais baixas.
A empresa teve receita de 19 bilhões de iuans com as vendas de carros elétricos no primeiro trimestre, um aumento de 5,1% em relação ao ano anterior.
O prejuízo com operações relacionadas a carros elétricos, inteligência artificial e outras novas iniciativas atingiu 3,1 bilhões de iuans.
No primeiro trimestre, a Xiaomi entregou 80.856 carros elétricos, uma queda de 44,3% em relação aos 145.115 do quarto trimestre. As vendas aumentaram 6,6% em relação ao ano anterior.
A Xiaomi disse que a receita do primeiro trimestre foi de 99,1 bilhões de iuans - um pouco abaixo da estimativa média dos analistas de 103,4 bilhões de iuans. A Xiaomi planeja entrar nos mercados europeus em 2027.
A terceira maior fabricante de smartphones do mundo vendeu 33,8 milhões de aparelhos no trimestre, uma queda de 19% em relação ao ano anterior, marcando o declínio mais acentuado entre as cinco principais marcas globais de smartphones, de acordo com a empresa de pesquisa Omdia.
A receita de smartphones da Xiaomi caiu 12,5% em relação ao ano anterior, para 44,3 bilhões de iuans, enquanto a margem bruta desses negócios caiu para 10,1%, de 12,4% no ano anterior, principalmente devido aos preços mais altos dos principais componentes e ao aumento da concorrência na China continental.
As perspectivas do mercado de smartphones para 2026 permanecem fracas, já que a crise dos chips de memória pode durar até o final de 2027, disse a Counterpoint Research.
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