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Valor de mercado da Xiomi após lançar carro elétrico supera GM e Ford

2 abr 2024 - 09h48
(atualizado em 8/4/2024 às 15h58)
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As ações do grupo chinês de eletrônicos Xiaomi subiram até 16% nesta terça-feira, depois que a companhia lançou na semana passada um carro elétrico que atraiu grande interesse do público, embora uma corretora tenha previsto que a empresa vai ter um prejuízo de quase 10 mil dólares com cada veículo neste ano.

As ações da Xiomi atingiram o maior valor desde janeiro de 2022 no primeiro dia de negociação desde o lançamento na quinta-feira do primeiro carro da companhia, que segue o estilo da Porsche. As ações perderam parte da força mais para o final da sessão, mas encerraram com salto de 9%, o que elevou o valor de mercado da empresa em 4 bilhões de dólares.

Na máxima do dia, a Xiomi teve uma avaliação de 55 bilhões de dólares a um preço de ação de 17,34 dólares de Hong Kong - maior do que a das tradicionais montadoras norte-americanas General Motors e Ford, com valores de mercado de 52 bilhões e 53 bilhões de dólares, respectivamente.

O SU7 lançando pela Xiaomi - abreviação de Speed Ultra 7 - entra em um mercado de veículos elétricos lotado na China com um preço que chama a atenção - menos de 30 mil dólares para o modelo básico, mais barato que o Model 3 da Tesla na China.

Embora o maior mercado automotivo do mundo seja um desafio para os recém-chegados devido à guerra de preços acirrada dos veículos elétricos e à desaceleração da demanda, analistas dizem que a Xiaomi tem bolsos mais fundos do que a maioria das startups de veículos elétricos e sua experiência em smartphones lhe dá uma vantagem em painéis inteligentes - um recurso valorizado pelos consumidores chineses.

A Xiaomi informou aos potenciais compradores do sedã que podem enfrentar tempos de espera de quatro a sete meses para receberem o carro, um sinal de demanda robusta. Na sexta-feira, a empresa informou que havia recebido 88.898 encomendas antecipadas do veículo nas primeiras 24 horas de vendas.

A empresa, que obtém a maior parte de sua receita de 37,5 bilhões de dólares com a venda de smartphones, já produziu 5 mil unidades do SU7.

Na terça-feira, o fundador e presidente-executivo da Xiaomi, Lei Jun, disse que as entregas desse primeiro lote começam em 28 cidades chinesas na quarta-feira.

O lançamento do SU7 cumpre a ambição de Lei, que anunciou a incursão da empresa nos veículos elétricos em 2021, prometendo investir 10 bilhões de dólares no setor automotivo como "o último grande projeto empresarial" de sua vida.

A Xiaomi disse que espera perder dinheiro com o SU7, e alguns analistas preveem que o prejuízo será substancial.

"Mantemos nossa visão cautelosa de que, em última análise, todos podem ser perdedores" no segmento de 200.000 a 300.000 iuans (27.650 a 41.500 dólares), disseram analistas do Citi Research nesta terça-feira.

Com base em um volume projetado de 60.000 unidades este ano, o Citi estima que o SU7 pode gerar um prejuízo líquido de 4,1 bilhões de iuans (567 milhões de dólares) para a empresa. Isso corresponde a uma média de 68 mil iuans (9.400 dólares) por carro.

Após o lançamento do SU7, outras marcas chinesas de veículos elétricos com modelos comparáveis anunciaram cortes de preços e oferta de subsídios. Em 2024, o segmento de 200 mil a 300 mil iuans terá cerca de 240 modelos de veículos elétricos disputando mercado, um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior, disseram os analistas do Citi.

Devido à demanda, a Xiaomi solicitou aos fornecedores aumento de capacidade de produção mensal do SU7 para 10 mil unidades, ante 3 mil em março e 6 mil em maio, informou a agência de notícias financeira chinesa Yicai, citando fontes.

A Xiaomi não comentou o assunto.

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