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Uma comunidade indígena na fronteira entre Peru e Bolívia vive em ilhas flutuantes feitas à mão com palha que desafiam a engenharia moderna

Sem concreto, fundações e solo firme, povos Uros construíram uma cidade flutuante que desafia a lógica da engenharia moderna no Lago Titicaca

8 jul 2026 - 12h43
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Titicaca
Titicaca
Foto: Shutterstock / Xataka

Entre o Peru e a Bolívia está o Lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo, a cerca de 3.800 metros acima do nível do mar. Em meio às águas desse gigantesco lago existe um dos lugares mais incomuns da América do Sulilhas flutuantes artificiais que servem de casa para uma comunidade indígena há séculos.

Construídas inteiramente com uma planta aquática chamada totora, essas ilhas não possuem fundações de concreto nem contato com o solo. Elas precisam de manutenção constante para continuar flutuando e sustentam casas, escolas, barcos e a rotina de centenas de moradores do povo Uros.

Ilhas flutuantes foram construídas como estratégia de sobrevivência

As Ilhas Flutuantes de Uros ficam na porção peruana do Lago Titicaca, próximo à cidade de Puno. Atualmente, existem cerca de uma centena de ilhas artificiais habitadas por aproximadamente 1.800 pessoas.

Os Uros são considerados um dos povos mais antigos do Altiplano Andino. Pesquisadores estimam que eles habitam na região há cerca de 3 mil anos, muito antes da expansão do Império Inca.

Segundo a tradição local, a construção das ilhas surgiu como uma estratégia de sobrevivência. Em períodos de conflitos e disputas territoriais, a comunidade abandonou as margens do lago e passou a viver sobre plataformas flutuantes, que podiam ser deslocadas quando necessário para escapar de invasores.

Elas são construídas com uma planta que cresce no próprio lago

Toda a estrutura das ilhas depende da totora, uma planta aquática abundante no ...

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