Um grupo de especialistas em IA participou de uma festa em uma mansão; o tema da conversa: o que acontecerá quando a IA acabar com a humanidade
A ideia é que uma superinteligência seja nossa sucessora quando as pessoas se forem
Em uma mansão com vista para a Golden Gate, a elite da inteligência artificial se reuniu no último domingo para debater uma questão inquietante: o fim da humanidade e o que virá depois. Entre taças (sem álcool), os cerca de 100 participantes — entre eles filósofos, empresários e pesquisadores — imaginaram um futuro no qual os humanos não existem mais, mas existe uma inteligência criada por nós. Como deveria ser nossa sucessora?
A festa do fim do mundo
O evento, que se tornou público por meio desta reportagem da Wired, foi chamado de "Worthy Successor" (Sucessor Digno) e tinha como objetivo discutir exatamente isso: definir um "sucessor à altura" para quando a humanidade deixar de existir. Essa ideia está relacionada à criação de uma inteligência artificial geral, ou AGI (sigla em inglês). Um conceito — por enquanto — de superinteligência que superaria o ser humano em todas as facetas do conhecimento, tão avançada que, nas palavras de Daniel Faggella, anfitrião da festa: "Você preferiria, com toda certeza, que ela (e não a humanidade) determine o caminho futuro da própria vida".
Primeiramente: quem é esse cara e por que deveríamos ouvi-lo? Faggella é fundador da Emerj Artificial Intelligence Research, uma empresa de consultoria e análise de IA. Em 2016, ele escreveu no TechCrunch sobre os riscos da IA e atualmente está focado em divulgar informações sobre IA a partir de um enfoque moral e filosófico, especialmente a ideia da criação desse "worthy successor" — uma ideia que ...
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