Era para proteger, mas virou guerra de privacidade: moradores dos EUA estão destruindo câmeras de vigilância nas ruas por um motivo bem específico
A rede de vigilância da Flock Safety reacendeu o debate sobre privacidade nos Estados Unidos após denúncias de acesso indevido a imagens, compartilhamento de dados e falhas graves de segurança
A maior rede privada de vigilância veicular dos Estados Unidos, Flock Safety, está em um clima tenso com os norte-americanos após a revelação de que seus dados foram usados por agências federais de imigração para rastrear e reportar pessoas. A empresa, que opera cerca de 90 mil câmeras em mais de 4 mil cidades americanas, teve contratos suspensos ou revistos depois que comunidades descobriram que as informações coletadas poderiam estar sendo usadas sem o devido consentimento.
Nos últimos meses, cidades como Evanston, em Illinois, Austin, a capital de Texas e Longmont, no Colorado, passaram a limitar ou cancelar de vez as parcerias com a empresa após audiências públicas e pressão popular. O motivo? Os dados captados em espaços públicos, originalmente destinados à segurança, estavam sendo acessados sem autorização explícita, trazendo à tona o debate sobre os limites da vigilância e da privacidade.
Imagens de câmeras usadas para vigiar veículos passaram a expor pessoas, rotinas e até crianças em espaços públicos
Embora a Flock seja conhecida principalmente por suas câmeras de leitura de placas (LPR), investigações recentes mostraram que o alcance do sistema vai além de vigiar veículos. O modelo Condor PTZ, por exemplo, foi projetado para rastrear pessoas, usando inteligência artificial para mover a câmera automaticamente, dar zoom e acompanhar indivíduos dentro do campo de visão.
A exposição desse funcionamento veio à tona após uma investigação conduzida pelo influencer e ...
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