A Suíça tem um padrão de vida tão alto que até as suas "favelas" oferecem uma qualidade superior à de muitas capitais do mundo
Com IDH de 0,964, Basileia redefine o que é periferia: bairros simples com infraestrutura e estabilidade que garantem dignidade a todos
Na Suíça, as "favelas" ganharam um novo significado. Nas redes sociais, vídeos que mostram bairros operários de Basileia — uma das cidades mais prósperas do país — viralizam com legendas irônicas como "a favela suíça". A comparação expõe uma realidade curiosa: até mesmo as zonas mais baratas da cidade oferecem um padrão de vida que supera o de regiões nobres em várias capitais do mundo.
Com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,964, Basileia está entre as cidades com melhor qualidade de vida do planeta. E mesmo nos bairros de maior densidade demográfica, como Klybeck, o acesso à água potável, aquecimento, transporte público eficiente e segurança urbana é universal.
O que são as "favelas suíças"
O termo se popularizou nas redes como uma forma de descrever áreas funcionais e densamente povoadas — bem diferentes da paisagem dos chalés alpinos que o turismo costuma associar à Suíça. Mas, na prática, o que distingue uma zona operária de um bairro nobre em Basileia é, em geral, o tamanho dos apartamentos e a simplicidade das fachadas, e não a falta de serviços públicos.
Em Klybeck, por exemplo, os edifícios seguem um urbanismo racional, priorizando eficiência energética e isolamento térmico. As construções podem parecer modestas, mas contam com manutenção predial obrigatória e subsídios públicos que garantem padrões de conforto e sustentabilidade raros até em regiões centrais de países ricos.
Moradores das áreas mais baratos têm acesso à alimentação, saúde e lazer
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