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Um cruzeiro de luxo deixou 200 passageiros retidos no Camboja porque a guerra disparou o preço do combustível

O Villa Vie Odyssey aspirava revolucionar o setor de cruzeiros, até que a guerra do Irã entrou no caminho

31 out 2026 - 17h11
(atualizado às 17h38)
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Resumo
Cerca de 200 passageiros do cruzeiro residencial Villa Vie Odyssey ficaram retidos no Camboja após a viagem de volta ao mundo ser interrompida. A operadora norte-americana Villa Vie Residences suspendeu as operações devido à alta nos custos operacionais provocada pela disparada do preço dos combustíveis, reflexo da guerra no Irã. A proposta de residência marítima de luxo, que levou viajantes a investirem milhares de dólares e até a venderem seus imóveis, acabou frustrada de forma inesperada.
Cruzeiro De Luxo
Cruzeiro De Luxo
Foto: Xataka Espanha / Xataka

"Imagine acordar todos os dias diante de um novo horizonte". Foi com uma frase instigante, marcante e atraente que a empresa Villa Vie Residences anunciou, em 2024, um de seus projetos mais ambiciosos: um cruzeiro "infinito" que permitiria aos passageiros dar a volta ao mundo durante anos a bordo de um navio de luxo. A proposta parecia tão tentadora que houve até quem vendeu a própria casa para bancar uma das cabines da embarcação, disponíveis tanto para aluguel (a partir de US$ 3.500 por mês) quanto para compra, com preços que começavam em US$ 120.000.

Esse sonho turístico e aventureiro começou há dois anos em Belfast e, durante um tempo, parecia avançar de vento em popa. O problema foi que a operadora não contava com a guerra do Irã e seu impacto avassalador sobre o custo dos combustíveis.

O que aconteceu? 

Os passageiros do Villa Vie Odyssey, o cruzeiro residencial operado pela companhia Villa Vie Residences, viram o sonho de circunavegar o planeta se transformar em um pesadelo de desfecho incerto.

Sufocada pela disparada do petróleo e pelos custos diários de operação, a companhia marítima sediada nos Estados Unidos decidiu interromper a viagem e desembarcar os passageiros no Camboja. Cerca de 200 pessoas ficaram retidas no país após terem investido em uma experiência completamente oposta: transformar um navio de luxo em sua residência definitiva, visitar mais de 150 países e acordar a cada manhã diante de "um horizonte diferente".

E por que isso aconteceu? 

Para ...

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