Trump adia novamente a proibição do TikTok nos Estados Unidos
Foi a quarta vez que o presidente Trump prorrogou o prazo para o TikTok encontrar um novo proprietário ou enfrentar uma proibição no mercado norte-americano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou pela quarta vez o prazo para que o TikTok fosse separado de sua proprietária chinesa, a ByteDance, ou enfrentasse uma proibição no mercado norte-americano.
A prorrogação pode ser a última de Trump para o aplicativo de vídeo. Ele e outros funcionários do governo disseram nesta semana que chegaram a um acordo com a China para resolver as preocupações de segurança nacional sobre a ByteDance e seus laços com Pequim.
"Chegamos a um acordo sobre o TikTok", disse Trump a repórteres na terça-feira. "Temos um grupo de empresas muito grandes que querem comprá-lo." Ele deve conversar na sexta-feira com o líder máximo da China, Xi Jinping, para "confirmar tudo", disse ele.
Nenhuma autoridade divulgou detalhes do acordo. Mas, nas últimas semanas, a ByteDance tem trabalhado para que novos investidores se juntem aos investidores americanos existentes para reduzir sua participação no TikTok para menos de 20%, disseram duas pessoas familiarizadas com as negociações.
A última prorrogação dá aos negociadores até 16 de dezembro para encontrar um novo proprietário para o TikTok. O Congresso aprovou uma lei federal com raro apoio bipartidário no ano passado para proibir o aplicativo nos Estados Unidos, a menos que ele encontrasse um novo proprietário não chinês. Argumentou-se que os laços do aplicativo de mídia social com a China o tornavam uma ameaça à segurança nacional, pois Pequim poderia usar o aplicativo para obter dados confidenciais sobre os americanos ou para espalhar propaganda para promover seus objetivos políticos. A lei, que foi apoiada pelo ex-presidente Joe Biden, foi mantida por unanimidade pela Suprema Corte em janeiro.
O TikTok, que afirmou ter medidas de segurança para impedir tal interferência, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a prorrogação.
Trump adiou pela primeira vez a aplicação da lei logo após assumir o cargo em janeiro. Esses adiamentos levantaram questões sobre os limites do poder presidencial e o Estado de Direito nos Estados Unidos. Alguns especialistas jurídicos afirmam que as ações de Trump representam uma expansão alarmante da autoridade presidencial.
O governo Trump sinalizou seu interesse em encontrar um ou mais novos compradores para o TikTok. Trump declarou repetidamente nos últimos meses que compradores não identificados estavam na fila para adquirir uma participação no aplicativo.
Em abril, autoridades em Washington estavam perto de fechar um acordo para trazer novos investidores americanos, incluindo gigantes do setor de private equity e empresas de capital de risco, antes que ele fosse prejudicado pelas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China.
Chegar a um acordo sobre o TikTok tem sido complicado devido à necessidade de aprovação de Pequim, que tem resistido aos esforços para encontrar um novo comprador para o aplicativo americano em meio a tensas negociações comerciais.
Trump, que inicialmente apoiava a proibição do TikTok, mudou sua postura no ano passado. A mudança ocorreu logo após ele se encontrar com Jeff Yass, um bilionário e grande doador republicano que possui uma participação significativa na ByteDance, embora Trump tenha afirmado que eles não discutiram a empresa. Trump também creditou ao TikTok o fato de ter ajudado a conquistar os votos dos jovens na última eleição. O aplicativo afirma ter 170 milhões de usuários nos Estados Unidos.
Histórico
O TikTok é um dos mais de 100 aplicativos desenvolvidos na última década pela ByteDance, uma empresa de tecnologia fundada em 2012 pelo empresário chinês Zhang Yiming e sediada no distrito de Haidian, no noroeste de Pequim.
Em 2016, a ByteDance lançou uma plataforma de vídeos curtos chamada Douyin na China e, em seguida, lançou uma versão internacional chamada TikTok. Em seguida, comprou o Musical.ly, uma plataforma de sincronização labial popular entre os adolescentes nos Estados Unidos e na Europa, e a combinou com o TikTok, mantendo o aplicativo separado do Douyin.
Logo depois, o aplicativo ganhou popularidade nos Estados Unidos e em muitos outros países, tornando-se a primeira plataforma chinesa a fazer incursões significativas no Ocidente. Ao contrário de outras plataformas de mídia social que se concentravam em cultivar conexões entre os usuários, o TikTok adaptava o conteúdo aos interesses das pessoas.
Os vídeos e clipes musicais muitas vezes engraçados postados pelos criadores de conteúdo deram ao TikTok a imagem de um canto alegre da internet, onde os usuários podiam encontrar diversão e uma sensação de autenticidade. Encontrar um público na plataforma ajudou a lançar a carreira de artistas musicais como Lil Nas X.
O TikTok ganhou mais força durante os lockdowns da pandemia da covid-19, quando danças curtas que se tornaram virais passaram a ser um dos principais conteúdos do aplicativo. Para competir melhor, o Instagram e o YouTube acabaram lançando suas próprias ferramentas para a criação de vídeos curtos, conhecidas respectivamente como Reels e Shorts. A essa altura, o TikTok já era um sucesso comprovado.
Os desafios vieram junto com o sucesso do TikTok. Autoridades americanas expressaram preocupações sobre as origens e a propriedade da empresa, apontando para leis na China que exigem que as empresas chinesas entreguem os dados solicitados pelo governo. Outra preocupação foi o algoritmo proprietário que determina o que os usuários veem no aplicativo.
c.2025 The New York Times Company
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