Se você considera o seu cachorro parte da família, a ciência tem algo a dizer: o seu cérebro também
Conviver com cães pode reduzir estresse, fortalecer vínculos emocionais e até impactar a saúde mental
Muita gente considera o cachorro o melhor amigo do homem. Eles são leais, carinhosos, companheiros e, não à toa, acabam ocupando um espaço cada vez mais importante dentro das famílias. Mas o que durante muito tempo parecia apenas uma questão emocional ou afetiva começou a chamar atenção da ciência. Estudos publicados por pesquisadores da Universidade Azabu, no Japão, e divulgados em revistas como a iScience, mostram que a convivência entre humanos e cães ativa mecanismos biológicos e neurológicos muito parecidos com os observados na relação entre pais e filhos. E talvez isso ajude a explicar por que, para tanta gente, o vínculo com um cachorro pode parecer tão profundo quanto o de um membro da própria família.
O cérebro humano reage aos cães como reage a vínculos afetivos profundos
Quem convive com cachorro provavelmente já percebeu que existe algo diferente nessa relação. O animal percebe mudanças de humor, acompanha o tutor pela casa, espera na porta e muitas vezes parece entender emoções sem que uma palavra precise ser dita. E a ciência descobriu que esse comportamento vai muito além de carinho ou costume com o tutor. Estudos mostram que o cérebro humano reage à presença dos cães de forma extremamente parecida com vínculos afetivos profundos, ativando mecanismos biológicos ligados à confiança, proteção e sensação de segurança.
Pesquisadores japoneses identificaram que o simples contato visual entre cães e tutores pode estimular a liberação de ocitocina tanto no cérebro ...
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