Se a sua reforma já é uma dor de cabeça, imagine na casa que custou 120 vezes mais do que o seu valor original: uma obra-prima
Reformar uma casa já é uma experiência exaustiva: orçamentos que disparam, imprevistos estruturais, soluções provisórias que acabam se tornando permanentes. Agora imagine que essa casa não é um apartamento qualquer, mas um dos grandes ícones do século XX, visitado por milhões de pessoas e examinado ao milímetro por historiadores, engenheiros e conservadores. A reforma deixa de ser um problema doméstico e se torna uma batalha constante contra o tempo.
Assim nasceu um ícone.
Missão que mudou uma carreira
Em 1934, Edgar J. Kaufmann encomendou a Frank Lloyd Wright a construção de uma casa de fim de semana ao lado de uma cachoeira em Bear Run, Pensilvânia. O arquiteto tomou então uma decisão sem precedentes: decidiu não observar a água de longe, mas construir literalmente sobre ela.
A obra, erguida entre 1936 e 1938, tornou-se quase imediatamente um manifesto da arquitetura orgânica: terraços de concreto flutuando sobre a cachoeira, muros de pedra local brotando da rocha, espaços que se abrem para a floresta como se a casa fosse uma extensão da paisagem. Em janeiro de 1938, já estampava a capa da revista Time e os críticos a proclamavam uma das grandes obras-primas da história da arquitetura, capaz de conciliar modernidade e natureza em uma imagem inesquecível.
Acontece que sempre há um "mas" numa obra, e nesta não seria diferente.
Essa imagem perfeita teve um preço desproporcional desde o início. O custo original ultrapassou em quase quatro vezes o orçamento previsto, chegando a ...
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