Reconhecimento facial traz riscos à privacidade, diz estudo
Um pesquisador do CyLab, da Universidade de Canergie Mellon, nos Estados Unidos, afirma que, utilizando a tecnologia de reconhecimento facial já existente hoje e dados de redes sociais, criminosos poderiam criar falsos perfis das pessoas e roubar dados importantes como números de documentos.
Para provar sua teoria, o professor de TI, Alessandro Acquisti, tirou fotos de voluntários e utilizou um software de reconhecimento facial para encontrar seus perfis no Facebook, conta o site TG Daily. O sistema levou cerca de três segundos para encontrar 10 possíveis combinações, sendo que em 30% das vezes o rosto da pessoa certa estava entre eles.
Basicamente, o que Acquisti sugere é que a identidade de cerca de 30% das pessoas poderia ser facilmente determinada com base nas redes sociais, o software de reconhecimento facial e uma webcam básica, e tudo isso em apenas três segundos.
Mas segundo o Wall Street Journal, o que é ainda mais incrível é que, em 27% das vezes, com os dados do Facebook, o sistema pode identificar os primeiros 5 dígitos do Número de Seguro Social (SSN) das pessoas, algo como o CPF para os americanos.
Acquisti explica que o rosto das pessoas é ligado a documentos, tanto online quanto offline. Assim, "quando nós marcamos nossas fotos na internet, é possível que pessoas liguem nosso nome a nosso rosto, em situações que normalmente esperaríamos anonimato", conta o pesquisador.
Acquisti já havia feito um trabalho similar em 2009, em que demonstrava que, com dados abertos da internet, era possível deduzir os SSN das pessoas. Entretanto, desta vez ele decidiu focar mais em tecnologias mais modernas, como o reconhecimento facial, e fonte de informações mais populares, como o Facebook.