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Pornhub, Stripchat, XNXX e XVideos são acusadas de violar regras de tecnologia da UE

26 mar 2026 - 10h37
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As plataformas ‌de conteúdo adulto Pornhub, Stripchat, XNXX e XVideos foram acusadas de violar as regras da União Europeia ao permitir que crianças acessem conteúdo pornográfico em seus sites, informaram os reguladores da UE nesta quinta-feira, o que ⁠pode resultar em multas pesadas.

As acusações são resultado de ‌uma investigação de 10 meses sob a Lei de Serviços Digitais do bloco, que exige que as ‌grandes plataformas online façam mais para ‌combater o conteúdo ilegal e prejudicial.

"As crianças ⁠estão acessando conteúdo adulto em idades cada vez mais precoces e essas plataformas precisam implementar medidas robustas, eficazes e que preservem a privacidade para manter os menores fora de seus serviços", disse a chefe de tecnologia ‌da UE, Henna Virkkunen, em um comunicado.

A Comissão Europeia, encarregada ‌de fazer cumprir ⁠a lei, ⁠disse que as empresas não usaram metodologias objetivas e completas para ⁠avaliar os riscos ‌para as crianças que ‌acessam seus serviços.

Acusou Pornhub, de propriedade do grupo cipriota Aylo Freesites, Stripchat, uma subsidiária da Technius, do Chipre, o XNXX, de propriedade do grupo tcheco ⁠NKL Associates, e a XVideos, unidade do WebGroup da República Tcheca, de estarem mais preocupadas com suas reputações do que com os riscos sociais para os menores.

O órgão regulador também ‌questionou a ferramenta de autodeclaração das empresas, que permite que os usuários acessem suas plataformas com um simples ⁠clique, confirmando que têm mais de 18 anos.

A Comissão afirmou que essa ferramenta e medidas como o desfoque de página e avisos de conteúdo não foram eficazes para impedir que crianças acessassem seus sites.

Segundo a Comissão, Pornhub, Stripchat, XNXX e XVideos precisam implementar medidas de verificação de idade que preservem a privacidade para proteger as crianças de conteúdo nocivo.

As empresas correm o risco de sofrer multas de até 6% de seu faturamento anual global se forem consideradas culpadas de violações da Lei de Serviços Digitais.

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