Por que 1° advogado robô mal nasceu e já está sendo processado
Escritório de advocacia alegou que o serviço é ilegal e que a empresa possui documentos legais “abaixo do padrão”
Um 'robô' conversacional (chatbot) que deveria fazer história por aconselhar o primeiro réu no tribunal com inteligência artificial (IA) foi acusado de operar sem um diploma de direito. A companhia norte-americana DoNotPay, que afirma ter criado o "primeiro advogado robô do mundo", está sendo processada por um importante escritório de advocacia.
A acusação do escritório Edelson, com sede em Chicago, afirma que a DoNotPay está exercendo a profissão sem ter licença para isso. Também cdiz que a tecnologia não é um advogado, ou robô, ou escritório de advocacia.
No processo, consta que um morador da Califórnia usou os serviços da DoNotPay para escrever petições, processos e acordos de operação de empresas, mas obteve resultados "abaixo do padrão e de baixa qualidade".
Joshua Browder, fundador da DoNotPay, disse em seu perfil no Twitter que as reivindicações “não têm mérito”.
Autoajuda jurídica
A ferramenta da DoNotPay está centrada em tornar as informações legais e a “autoajuda” acessíveis para apoiar consumidores que processam grandes corporações.
“O aplicativo DoNotPay é a casa do primeiro robô advogado do mundo. Lute contra corporações, derrote a burocracia e processe qualquer um com o apertar de um botão”, descreve a empresa em seu site.
Em um arquivo publicado pelo Tribunal Superior do Estado da Califórnia para o Condado de São Francisco, o escritório Edelson disse:
“'Infelizmente para seus clientes, DoNotPay não é realmente um robô, um advogado ou um escritório de advocacia. A DoNotPay não é formada em direito, não está impedida em nenhuma jurisdição e não é supervisionada por nenhum advogado”.
A DoNotPay gerou polêmica no início deste ano quando Browder disse no Twitter que a empresa tinha planos de usar um chatbot de inteligência artificial para aconselhar um réu em um tribunal de trânsito dos EUA.
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