Google eleva de novo previsão de investimento e ações caem
A Alphabet elevou previsão de investimentos em 2026 em US$15 bilhões após divulgar o melhor trimestre de crescimento de sua história para a divisão de computação em nuvem, impulsionada pela forte demanda de empresas por inteligência artificial.
A gigante das buscas agora espera investir entre US$195 bilhões e US$205 bilhões, disse a diretora financeira, Anat Ashkenazi, em conferência com analistas. A empresa havia informado no último trimestre que planejava desembolsar entre US$180 bilhões e US$190 bilhões este ano.
As ações da empresa caíram mais de 3% após o fechamento do mercado. O papel apresentou volatilidade inicial, mas manteve-se praticamente estável até Ashkenazi anunciar a atualização dos investimentos.
A receita do Google Cloud cresceu 82%, para US$24,8 bilhões, durante o trimestre encerrado em junho, acelerando em relação ao salto de 63% registrado nos três meses anteriores. Analistas esperavam, em média, um aumento de 64%, de acordo com dados compilados pela LSEG.
"Aumentamos nossa capacidade de forma bastante significativa nos últimos três anos. A demanda ainda supera esse investimento", disse Ashkenazi.
E embora o Google Cloud tenha feito da Alphabet uma grande beneficiária do boom da IA, os próprios esforços da empresa nessa área perderam um pouco de força este ano, após o adiamento do lançamento, previsto para junho, de seu próximo modelo principal, o Gemini 3.5 Pro.
"Há muitos aspectos nos quais ainda estamos na vanguarda. Há áreas em que reconhecemos que precisamos melhorar; a programação e a codificação agêntica são um exemplo disso", disse o presidente-executivo, Sundar Pichai, durante a conferência.
O lucro ajustado por ação, de US$ 2,85, ficou ligeiramente abaixo das projeções de Wall Street, de US$ 2,89. A receita com publicidade ficou em US$ 81,6 bilhões, em comparação com as estimativas de US$ 81,1 bilhões.
A receita total do trimestre foi de US$119,8 bilhões, superando a estimativa consensual de US$ 116,9 bilhões.
O Google começou a reconhecer receita proveniente das vendas diretas de seus chips TPU, que competem com as GPUs da Nvidia, pela primeira vez no segundo trimestre, embora a grande maioria da receita proveniente de acordos comerciais só deverá ser registrada no próximo ano, disse Ashkenazi.
As rivais Microsoft e Amazon devem divulgar seus resultados trimestrais na próxima semana.
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