Pensávamos que a rede de satélites Guowang seria a "Starlink chinesa": agora tudo indica uma ambição diferente
Tudo indica que o projeto tem um enfoque estratégico, com aplicações que podem ir além do uso civil
Quando pensamos em internet via satélite, o primeiro nome que geralmente nos vem à cabeça é Starlink. E não é por acaso: a rede impulsionada por Elon Musk conseguiu algo que, até poucos anos atrás, parecia inalcançável para a maioria. Levar conectividade de banda larga a áreas rurais, remotas ou diretamente esquecidas pelas infraestruturas tradicionais, com latência razoável e preços que milhões de usuários podem pagar. A Starlink não inventou a internet por satélite, mas a aproximou do público geral como nunca antes.
Nesse processo, além disso, ativou uma segunda camada menos visível. Porque a Starlink não é apenas um serviço civil: também é uma peça estratégica que os Estados Unidos já começaram a integrar em sua arquitetura militar. O que nasceu como um serviço comercial se tornou uma vantagem tática que outros países não estão dispostos a ignorar. Um deles é a China.
Nos últimos anos, o país acelerou o desenvolvimento de uma constelação própria de satélites em órbita baixa. Alguns a apresentam como "a Starlink chinesa", um rótulo que soa bem, mas simplifica demais. Estamos falando de uma alternativa comercial destinada a oferecer internet em áreas rurais? Ou estamos diante de algo mais ambicioso, voltado a capacidades estratégicas? Essa rede se chama Guowang (国网), e isto é o que sabemos até agora.
Guowang, mais que uma rede de satélites
Guowang é o nome pelo qual se conhece a constelação de satélites que a China está lançando em órbita terrestre baixa. Seu nome formal...
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