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Pela primeira vez, cientistas identificam água na superfície de asteroides

Descoberta foi feita utilizando dados do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha e abre perspectiva de vida na Terra

15 fev 2024 - 15h08
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Resumo
Um estudo revelou pela primeira vez a detecção de moléculas de água na superfície de dois asteroides utilizando dados do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA). Esta descoberta representa um importante marco na astrobiologia, ampliando as possibilidades de busca por vida extraterrestre.
Moléculas de água foram detectadas na superfície de asteroides pela primeira vez, revelando novas pistas sobre a distribuição da água no nosso Sistema Solar.
Moléculas de água foram detectadas na superfície de asteroides pela primeira vez, revelando novas pistas sobre a distribuição da água no nosso Sistema Solar.
Foto: NASA/Carla Thomas/SwRI

Um estudo publicado no The Planetary Science Journal, no último dia 12, revelou a detecção de moléculas de água na superfície de dois asteroides, Iris e Massalia, pela primeira vez na história.

A descoberta, feita por cientistas do Southwest Research Institute (SwRI) utilizando dados do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA), abre novas perspectivas sobre a distribuição da água no nosso Sistema Solar e sua relação com a origem da vida na Terra.

Até então, a presença de água em asteroides só havia sido comprovada em amostras coletadas e trazidas à Terra.

A detecção in situ, no espaço, representa um marco importante na astrobiologia e pode ter implicações significativas para a compreensão da formação planetária e da busca por vida em outros mundos.

Observações

As observações do SOFIA, um módulo equipado com telescópio operado pela Nasa e pelo Centro Aeroespacial Alemão, identificaram um comprimento de onda específico de luz que indica a presença de moléculas de água na superfície de Iris e Massalia.

A quantidade de água detectada é similar à encontrada na Lua e pode estar ligada a minerais ou adsorvida em silicato (o maior e mais distribuído grupo de minerais na superfície da Terra).

A descoberta desafia o conhecimento prévio sobre a distribuição da água no Sistema Solar. Acreditava-se que asteroides próximos ao Sol, como Iris e Massalia, teriam perdido sua água superficial devido ao calor intenso.

A nova pesquisa indica que alguns asteroides de silicato podem conservar parte da água ao longo do tempo, questionando a ideia de que a água terrestre teve origem apenas rochas geladas do Sistema Solar externo.

"Compreender a localização dos asteroides e suas composições nos diz como os materiais da nebulosa solar foram distribuídos e evoluíram desde a sua formação", explica Anicia Arredondo, principal autora do estudo.

"Isso pode nos ajudar a avaliar melhor onde procurar outras formas de vida potencial, tanto no nosso sistema solar como fora dele", continua.

A descoberta de água em asteroides do Sistema Solar interno aumenta a probabilidade de encontrar água em outros planetas e luas, expandindo as possibilidades para a busca por vida extraterrestre.

As pesquisas futuras, com o auxílio de novas missões espaciais e telescópios mais potentes, podem revelar ainda mais detalhes sobre a distribuição da água no cosmos e sua relação com a origem da vida.

Fonte: Redação Byte
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