Brasil detém uma das maiores reservas mundiais de elementos de terras raras e não quer repetir erro dos séculos passados
País não está dizendo "não" a ninguém, mas algo ainda mais incômodo para grandes potências
Após um incidente diplomático com o Japão, a China reduziu abruptamente suas exportações de terras raras, causando um choque imediato nas indústrias do mundo todo que dependiam desses materiais para fabricar desde ímãs até eletrônicos avançados. Durante semanas, empresas e governos descobriram a extensão em que um recurso aparentemente invisível poderia se tornar uma alavanca de poder global.
Corrida global decidida longe de Washington e Pequim
Essa disputa por minerais críticos entrou em uma nova fase, com o Brasil agora como o campo de batalha onde os interesses dos Estados Unidos e da China se cruzam.
O motivo? Ambos buscam garantir o acesso a elementos de terras raras essenciais para a tecnologia, a defesa e a transição energética, mas desta vez não estão negociando em pé de igualdade. O Brasil, com uma das maiores reservas mundiais, deixou bem claro o que pensa: não quer repetir seu papel histórico de mero exportador de matérias-primas e está usando essa posição para redefinir as regras do jogo.
EUA aceleram, Brasil desacelera
Washington intensificou sua ofensiva com propostas de investimento bilionárias, acordos bilaterais e fórmulas para garantir o fornecimento direto a empresas americanas. Chegou até a começar a assegurar direitos de produção por meio de financiamento, tentando bloquear a China de uma cadeia de suprimentos que considera estratégica.
No entanto, essa abordagem tem sido percebida no Brasil como agressiva demais, gerando resistência política e dificultando ...
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