Os EUA interromperam o fluxo de imagens de satélite da guerra no Irã; a solução da comunidade OSINT: recorrer à China
A Planet Labs está fornecendo imagens do conflito no Irã com um atraso de 14 dias; A Mizar Vision, uma startup chinesa, oferece imagens em tempo real e com precisão milimétrica
As imagens de satélite são um componente essencial da inteligência militar moderna. São os olhos no terreno, permitindo-nos ver a localização do inimigo, suas rotas de abastecimento, suas defesas e planejar ataques mais precisos. Para o público, é uma janela direta para o campo de batalha e, no conflito com o Irã, duas empresas estão decidindo se nos permitem ou não ver essas imagens: uma americana e uma chinesa. Adivinhe quem é quem.
O bloqueio da Planet Labs
Essa empresa de imagens de satélite, sediada em São Francisco, opera uma rede com mais de 200 satélites, possibilitando a cobertura global do planeta e registrando mais de 300 milhões de quilômetros quadrados de imagens todos os dias. As imagens da Planet Labs têm sido cruciais em conflitos como a guerra na Ucrânia e as crescentes tensões entre a China e Taiwan.
No entanto, quando se trata de um conflito em que os EUA são um ator importante, a situação muda.
- A restrição: em 6 de março, a Planet Labs anunciou um atraso de quatro dias na publicação de suas imagens do Oriente Médio, uma medida que descreveram como "temporária e destinada a proteger o pessoal e as operações";
- A Controvérsia: o aspecto mais marcante é que o atraso afetou países com presença militar dos EUA (Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos), enquanto as imagens do Irã continuaram a ser publicadas quase em tempo real. Isso gerou críticas no X, que classificou a ação como uma manobra para manipular a opinião pública, ocultando danos às bases ...
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