OPEP ao contrário: ideia radical de deixar que demanda, e não oferta, dite termos do mercado de petróleo
Maior interrupção no fornecimento da história moderna removeu abruptamente 12% das reservas mundiais de petróleo Diante do risco de escassez em larga escala, economistas exigem o fim do livre mercado de petróleo e a criação de um bloco de consumidores para conter especulação
O mundo enfrenta "a maior ameaça à segurança energética da história". Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a Europa possui reservas de combustível de aviação para apenas "cerca de seis semanas". Da mesma forma, países como Paquistão e Filipinas estão a poucos dias de ficarem sem gasolina nos postos.
A guerra e o bloqueio do Estreito de Ormuz causaram a maior interrupção no fornecimento de petróleo bruto já registrada. Segundo Maurizio Carulli, analista da Quilter Cheviot, em entrevista à Euronews, o fechamento prolongado dessa importante via navegável retirou aproximadamente 12% do fornecimento mundial de petróleo do mercado, um impacto muito maior do que o da Guerra do Yom Kippur ou da invasão do Kuwait.
Por 65 anos, a dinâmica global permaneceu inalterada: os países produtores, agrupados na OPEP, ditaram os volumes e as regras do jogo. No entanto, a magnitude dessa crise está levando economistas a considerarem uma mudança radical de paradigma, na qual o equilíbrio de poder se inverterá.
"OPEP reversa"
Para lidar com esse domínio do mercado, o economista Gregor Semieniuk, da Universidade de Massachusetts Amherst, e sua colega Isabella Weber propõem uma ideia revolucionária: a criação de uma "OPEP reversa". Como detalha a revista Fortune, trata-se de uma coalizão global de países importadores e consumidores de petróleo atuando como um bloco.
Em vez de controlar os volumes de produção como faz a OPEP tradicional, este clube de consumidores estabeleceria um teto de ...
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