O fim dos reacts pode estar próximo: vídeos de reação no YouTube correm riscos de processos judiciais por uso indevido de imagens
O cerne da caso é: como os vídeos são obtidos?
Os populares vídeos de reação no YouTube, amados por uns e criticados por outros, estão no centro de uma batalha judicial que pode mudar as regras do jogo para milhares de criadores de conteúdo. Uma decisão recente de um tribunal federal nos Estados Unidos (cópia em pdf) colocou em xeque não apenas o uso das imagens de terceiros, mas principalmente a forma como esses vídeos são obtidos, o que pode abrir as portas para uma onda de processos por violação de direitos autorais.
O caso envolve Christopher Cordova, do canal Denver Metro Audits, e Jonathan Huneault, do canal Frauditor Troll. Cordova acusa Huneault de utilizar suas imagens protegidas por direitos autorais sem permissão, alegando que o material foi obtido por meio de ferramentas de "ripping" — programas que burlam as proteções do YouTube para baixar vídeos diretamente.
A tecnologia de proteção contra o "uso justo"
A grande polêmica gira em torno da Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital (DMCA). A juíza Virginia K. DeMarchi negou o pedido dos advogados de Huneault para encerrar o caso, aceitando o argumento de que o YouTube utiliza medidas tecnológicas, como a criptografia de cifra rolante, especificamente para impedir downloads não autorizados.
- Tradicionalmente, criadores de react defendem que seu trabalho é protegido pelo "uso justo" (fair use), pois adicionam comentários e críticas ao material original. No entanto, a juíza sugeriu que a forma como o conteúdo é adquirido pode ser ilegal se envolver a quebra dessas ...
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