Perda de voz afasta CEO do Google de eventos importantes
22 jun2012 - 09h28
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O CEO do Google, Larry Page, ficou de fora da reunião anual de acionistas da companhia na quinta-feira e não participará de eventos importantes da gigante da internet pelas próximas semanas. O motivo, segundo o presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, é a perda da voz do executivo, que o afastará também do evento anual para desenvolvedores, o Google I/O, na próxima quarta-feira, e do anúncio dos resultados trimestrais da companhia.
O cofundador do Google Larry Page assumiu o cargo de CEO da companhia em 4 de abril do ano passado
Foto: AFP
Schmidt garantiu que Page continuará no comando da empresa. Um porta-voz do Google se limitou a dizer que Page foi "convidado a descansar", mas sem dar maiores detalhes. Na reunião de quinta-feira, os acionistas do Google aprovaram a criação de uma classe especial de ações sem direito a voto. Com isso, o Google pode emitir novos papeis para aquisições e remuneração de empregados sem diluir o poder de voto dos fundadores da empresa.
Além disso, os acionistas deram detalhes sobre a recente compra da Motorola Mobility. O chefe de finanças do Google, Patrick Pichette, descreveu a fabricante de celulares como "um recurso fantástico que precisa ser restaurado e repriorizado".
Com informações da Reuters.
Fim do Google Labs - Em julho do ano passado, o Google anunciou o abandono do Labs, projeto que reunia produtos em fase inicial para que os usuários testassem novas ferramentas criadas pelos engenheiros da empresa. Em seu blog oficial, a companhia afirmou que o encerramento da plataforma fazia parte da estratégia de priorizar esforços em produtos realmente importantes. Google Maps, Google Reader e Google Docs são apenas alguns exemplos de produtos que surgiram no Labs
Foto: Reprodução
Fechamento de produtos - O Google anunciou o fim de dezenas de produtos durante o último ano. Serviços como o Buzz, tentativa da empresa de integrar redes sociais dentro do Gmail, e o Wave, que prometia ser o fim do email, foram alguns deles. As justificativas, segundo os comunicados da companhia, é que o Google buscava "construir grandes produtos que realmente mudam a vida das pessoas", "criação de produtos de maior impacto" ou "construir uma experiência mais simples, intuitiva e bnita"
Foto: Reprodução
Google+ - Após as tentativas frustradas de sucesso global nas redes sociais com Wave e Buzz, foi na gestão de Larry Page que surgiu o Google+. Lançado quase que em segredo em julho de 2011 e tentanto ingressar no mercado liderado pelo Facebook, a rede social ainda não emplacou. Passada a euforia inicial, foram poucos os usuários que permaneceram na rede
Foto: AFP
Google social - Com a chegada do Google+, a companhia investiu forte na tentativa de se tornar mais social, o que atingiu até mesmo seu principal produto: o buscador. Uma mudança no logaritmo mostra, além de resultados de busca públicos na web, conteúdos postados e compartilhados por amigos ou direcionados apenas ao usuário no Google+. A medida causou polêmicas, e críticas públicas por parte do Twitter e ex-funcionários da empresa
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O cofundador do Google Larry Page assumiu o cargo de CEO da companhia em 4 de abril do ano passado. Com o objetivo de alavancar produtos inovadores, veja fatos que marcaram os primeiros 12 meses da gestão Page
Foto: AFP
Compra da Motorola - Em agosto, o Google anunciou a compra da Motorola Mobility, divisão responsável pelos dispositivos móveis da Motorola, por cerca de US$ 12,5 bilhões. Em postagem no blog da companhia, Page afirmou que o negócio foi motivado pelo enorme sucesso do Android. A compra foi anunciada em um momento que o sistema móvel da companhia estava sendo atacado por empresas como Microsoft e Apple por questões de patente
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Mudança na política de privacidade - Anunciada em janeiro deste ano e posta em prática em 1º de março, a mudança na política de privacidade da companhia gerou polêmica, e o Google teve de que dar explicações sobre as novas regras no Brasil, EUA e Europa