Consultoria critica estrutura de ações do Facebook
O Facebook diminui os direitos dos acionistas com a sua estrutura dupla de classe de ações e limita a responsabilidade do seu conselho de administração perante os investidores. A afirmação foi feita nesta segunda-feira pela consultoria Institutional Shareholder Services.
A crítica da governança corporativa do Facebook aparece no momento em que a rede social registrou pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), em 1° de fevereiro. Estruturas de governança corporativa como a do Facebook - similar à da Zynga ou do LinkedIn - irão limitar os direitos dos acionistas e causar problemas se a companhia decidir em algum momento mudar sua estrutura, disse o ISS em um relatório de quatro páginas.
O fundador e presidente-executivo, Mark Zuckerberg, irá controlar cerca de 57% das ações com direito a voto depois do IPO. O Facebook também criou uma série de defesas contra disputas por procuração e tentativas indesejáveis de aquisição, de acordo com a apresentação enviada à Securities and Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos.
O ISS argumentou que ao estabelecer uma estrutura de classes dupla no início, na qual Zuckerberg detém ações com 10 votos cada, o Facebook divide "os interesses dos controladores em potenciais grupos de oposição", o que poderia acabar resultando em disputas, apesar dos mecanismos de defesa criados. Um porta-voz do Facebook não comentou imediatamente o assunto nesta segunda-feira.