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Meta deve enfrentar em Massachusetts julgamento por vício em jovens

10 abr 2026 - 11h50
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A Meta deve ‌enfrentar uma ação judicial movida pela procuradora-geral do estado norte-americano de Massachusetts que afirma que a empresa controladora do Facebook e do Instagram criou deliberadamente produtos para viciar jovens usuários.

A Meta nega as alegações e disse que toma medidas abrangentes para manter a segurança de adolescentes e jovens usuários em suas plataformas.

A decisão vem ⁠na esteira de um julgamento histórico no qual um júri da cidade norte-americana ‌de Los Angeles considerou em março Meta e Google como negligentes por criarem plataformas de mídia social que são prejudiciais aos jovens. O júri concedeu ‌um total de US$6 milhões a uma mulher ‌de 20 anos que disse ter se tornado viciada em mídia social ⁠quando criança.

Um júri separado, um dia antes, considerou que a Meta devia US$375 milhões em penalidades civis em um processo movido pelo procurador-geral do estado norte-americano Novo México, acusando a empresa de enganar os usuários sobre a segurança do Facebook e do Instagram e de permitir a exploração sexual infantil nessas plataformas.

Trinta ‌e quatro outros estados dos EUA estão movendo processos semelhantes contra a Meta em ‌um tribunal federal. O ⁠processo movido pela procuradora-geral ⁠de Massachusetts, Andrea Joy Campbell, democrata, é um dos pelo menos nove que os procuradores-gerais ⁠têm aberto desde 2023 em tribunais ‌estaduais, incluindo um movido na ‌quarta-feira pela procuradora-geral de Iowa, Brenna Bird, republicana.

O processo de Campbell ganhou as manchetes por causa das alegações sobre como o presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, ignorou preocupações de que aspectos do Instagram poderiam ter um efeito ⁠prejudicial sobre seus usuários.

O processo afirma que os recursos do Instagram, como notificações push, "curtidas" de publicações de usuários e uma rolagem interminável, foram projetados para lucrar com as vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes e seu "medo de ficar de fora".

O estado alega que dados internos mostram que ‌a plataforma está causando dependência e prejudicando as crianças.

A Meta tentou evitar o caso de Massachusetts com base na Seção 230 da Lei de Decência ⁠nas Comunicações de 1996, uma lei federal dos EUA que protege amplamente as empresas de internet de ações judiciais sobre o conteúdo publicado pelos usuários.

O estado argumenta que a Seção 230 não se aplica a declarações falsas que, segundo ele, a Meta fez sobre a segurança do Instagram, seus esforços para proteger o bem-estar de seus jovens usuários ou seus sistemas de verificação de idade para garantir que pessoas com menos de 13 anos não usem a plataforma.

Um juiz do tribunal de primeira instância concordou e disse que a lei também não se aplica a alegações relativas aos impactos negativos dos recursos de design do Instagram porque o estado "busca principalmente responsabilizar a Meta por sua própria conduta comercial", e não pelo conteúdo publicado por terceiros.

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