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Menino morto por nazistas em 1942 ganha perfil no Facebook

4 fev 2010 - 14h42
(atualizado às 16h26)
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Um grupo de poloneses anunciou ter criado um perfil no Facebook para Henio Zytomirski, uma das muitas crianças judias mortas pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Henio Zytomirski morreu aos 9 anos em um campo de extermínio
Henio Zytomirski morreu aos 9 anos em um campo de extermínio
Foto: AP

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O perfil de Henio, um ícone atual da história polonesa, já atraiu mais de 3 mil amigos. A foto, em preto e branco e feita em 1939 em Lublin, cidade-natal do garoto, é provavelmente a última feita dele antes de ser mandado para o campo de extermínio de Majdanek, onde morreu numa câmara de gás aos 9 anos, em 1942.

Em várias partes do mundo usuários do Facebook e do MySpace, principalmente, têm criado perfis que homenageiam vítimas de tragédias no passado recente. Trata-se de um fenômeno crescente na internet. Na Bélgica, um projeto pretende incluir no Facebook cada um dos 27.954 militares aliados mortos em combate contra os nazistas. A famosa Anne Frank e vítimas de Auschwitz também estão estão no site de relacionamentos.

Henio foi uma testemunha e uma vítima da ação dos nazistas. "Por ter sido assasinado ele nunca deu seu testemunho", disse à Associated Press Neta Zytomirski Avidar, sobrinha do menino e que ajudou a criar o perfil. "Tento apresentar o que seria seu testemunho".

No perfil, posts escritos por Neta e outros colaboradores contam a vida de Henio em primeira pessoa, com descrições de sua vida. "Setembro já vai chegar. Eu vou para a escola. Me pergunto o que há lá. Estou um pouco preocupado", diz uma das atualizações. Uma das fotos no álbum do menino mostra um livro em hebraico - do tipo que ele estudaria no colégio.

Ouvidos pela AP, alguns educadores e historiadores disseram temer, contudo, que o uso de mídias sociais para lembrar vítimas banalize genocídios e tragédias. O historiador Adam Kopciowski, da Universidade Marie Curie-Sklodowska, especialista em estudos judaicos, fala em abuso. "Este é um ato de querer ser alguém que morreu e que não estamos certos do que diria", acusou.

De qualquer maneira, alguns usuários do Facebook agem como se estivessem diante de um perfil normal, enviando flores virtuais e deixando mensagens.

Fonte: Redação Terra
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