Huawei e SMIC descobrem chave para criar chips de 7nm: uma "gambiarra" com máquinas ASML antigas
SMIC é a principal fabricante de semicondutores da China e, devido aos vetos dos EUA, precisa se contentar com tecnologia obsoleta; Chips mais recentes da Huawei mostram que empresa está aproveitando ao máximo antigas máquinas da ASML, mesmo com "truques" para alcançar o que se acreditava ser impossível.
Quando os Estados Unidos intensificaram a guerra comercial com a China, usando a Huawei como bode expiatório, isso desencadeou um forte avanço tecnológico por parte da gigante asiática. Após o veto à Huawei, vieram as proibições à indústria chinesa de semicondutores, e uma delas foi mais prejudicial do que as outras. A ASML, uma das principais fabricantes europeias de máquinas avançadas de litografia ultravioleta profunda (UVP), não pôde vender seus melhores equipamentos para empresas chinesas, mais especificamente, a tecnologia ultravioleta extrema (UVE).
Essas máquinas são usadas pelos diferentes fabricantes de chips para criar seus produtos, e a indústria depende delas. Imagine essas máquinas UVE como uma gigantesca impressora 3D: wafers de silício são sua matéria-prima e neles elas "imprimem" os circuitos necessários para o funcionamento dos processadores. O diferencial das máquinas da ASML é a capacidade de imprimir esses padrões com uma precisão impossível para qualquer outra máquina.
Com o veto dos EUA e com a ASML sendo a única empresa com a tecnologia exclusiva para criar esse processo de "impressão", a China teve dificuldades para avançar não apenas em sua indústria de chips para o consumidor, mas também na corrida desenfreada pela inteligência artificial. No entanto, empresas chinesas estão progredindo ao modificar máquinas da ASML que haviam adquirido antes do bloqueio.
Com a Huawei e a SMIC à frente, elas estão forçando as máquinas e alcançando o impensável com ...
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