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EUA entram com processo alegando que Google não deu novo cargo a funcionário após licença militar

29 out 2026 - 17h31
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Resumo
O governo dos EUA processou o Google por violar a lei federal ao prejudicar e demitir Mark Davisson, reservista do Exército, após seu retorno de licenças militares. De acordo com a ação movida em Manhattan, a empresa retirou suas funções de gestão de contas e impediu sua progressão de carreira antes do desligamento. O processo busca recuperar salários e benefícios perdidos, além de indenizações e medidas para combater a discriminação contra militares na empresa.

Os Estados Unidos entraram com ‌uma ação judicial nesta quinta-feira acusando o Google de não reintegrar um funcionário ao seu antigo cargo ou alocá-lo em um cargo similar após um ano de licença militar como reservista do Exército do país.

Este caso é um exemplo raro do governo dos EUA processando ⁠um empregador privado por violar a Lei de Direitos de Emprego ‌e Reemprego dos Serviços Uniformizados de 1994 (USERRA), que protege o emprego civil de militares convocados para o serviço ativo.

De acordo com uma ‌denúncia apresentada no tribunal federal de ‌Manhattan, Mark Davisson trabalhou por dois anos e meio como ⁠executivo de contas-chave do Google, onde administrava contas de serviços em nuvem para a gestora de ativos BlackRock e o fundo de hedge Bridgewater Associates, além de administrar os negócios nos EUA do antigo Credit Suisse.

DEMISSÃO APÓS LICENÇA MILITAR

Após o retorno de Davisson da licença ‌em maio de 2023, o Google - uma unidade da Alphabet, com sede ‌em Mountain View, Califórnia - ⁠supostamente se recusou ⁠a permitir que Davisson gerenciasse quaisquer contas de clientes, privando-o de oportunidades de ⁠crescimento na carreira, embora ele ‌tenha mantido seu salário ‌e cargo.

A denúncia afirma que o Google designou Davisson em janeiro de 2024 para um cargo na área de soluções em nuvem que também não envolvia o gerenciamento de contas de ⁠clientes, e o demitiu sete meses depois, após mais uma licença militar e como parte de uma redução mais ampla da força de trabalho.

Davisson possui uma casa em Charlotte, Carolina do Norte, mas morou e trabalhou em Manhattan ‌enquanto era funcionário do Google.

O Google não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

PERDA DE SALÁRIOS E BENEFÍCIOS

O processo foi movido pela unidade ⁠de direitos civis do Ministério Público Federal em Manhattan, com o apoio da Procuradora-Geral Adjunta Harmeet Dhillon, principal responsável pela aplicação dos direitos civis no governo Trump.

O processo busca recuperar os salários e benefícios perdidos, bem como indenizações adicionais para Davisson, e exige que o Google assegure um ambiente de trabalho não discriminatório, inclusive aprimorando o treinamento sobre a USERRA.

"A lei federal garante que nossos bravos soldados, que se sacrificam tanto para nos manter seguros, não sejam punidos pelos empregadores quando retornam ao mercado de trabalho civil após concluírem o serviço militar", disse o procurador federal Jamie McDonald, de Manhattan, em um comunicado.

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