Como um erro em sistema de segurança fez trem de alta velocidade bater a 200 km/h na Espanha e matar dezenas de pessoas
Colisão entre dois trens deixou dezenas de mortos e expôs falhas na sinalização, na comunicação entre maquinistas e no controle da circulação ferroviária
Uma falha no sistema de sinalização LZB e erros do centro de controle causaram uma grave colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha, deixando ao menos 68 mortos e dezenas de feridos na região de Toledo. O problema técnico paralisou a circulação na linha Madri-Sevilha e, durante a retomada manual das viagens, uma composição da Renfe a cerca de 200 km/h colidiu na traseira de um trem da empresa Iryo que estava parado nos trilhos. As circunstâncias do acidente seguem sob investigação.
Uma falha em um sistema de segurança ferroviária e uma sequência de decisões equivocadas estão entre os fatores investigados na colisão de dois trens de alta velocidade na Espanha. O acidente aconteceu na quarta-feira, 28 de outubro, na região de Toledo, e deixou pelo menos 68 mortos e dezenas de feridos.
Falha no sistema de segurança interrompeu os trens
Um trem da operadora estatal Renfe, que seguia de Madri para Sevilha, atingiu a traseira de uma composição da empresa privada Iryo que estava parada nos trilhos. O trem da Renfe teria alcançado cerca de 200 km/h antes do impacto.
As primeiras informações divulgadas pelas autoridades apontam que o acidente começou com uma falha no sistema de sinalização e segurança LZB.
O problema interrompeu a circulação de vários trens, mas as instruções dadas pelo centro de controle para retomar as viagens acabaram colocando as duas composições em rota de colisão.
O LZB é um sistema de sinalização ferroviária que acompanha continuamente a velocidade dos trens e pode intervir quando necessário para evitar situações perigosas. Ele também permite que os controladores acompanhem a circulação das composições em determinados trechos da linha.
Na manhã do acidente, uma falha de comunicação informática interrompeu o funcionamento do sistema em um trecho de cerca de 63 quilômetros da linha de alta velocidade entre Madri e Sevilha. Como consequência, vários trens pararam automaticamente.
Sem o sistema funcionando, o centro de controle passou a ...
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