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Ciência

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Sete dias entrando em água a 14 °C: o que o estudo mais recente sobre o "banho gelado" realmente diz (e o que não diz)

O benefício na prevenção das dores musculares diminui quando a prática é realizada de forma constante

30 out 2026 - 13h42
(atualizado às 14h34)
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Resumo
Um estudo avaliou os efeitos da imersão em água a 14 °C em dez jovens para analisar a autofagia e a morte celular. Os dados revelaram que a aclimatação não é imediata: nos primeiros quatro dias, o estresse térmico prejudicou a reciclagem celular e elevou marcadores de apoptose, indicando sofrimento orgânico antes de qualquer adaptação. Apesar do interesse popular pelos banhos gelados, a pesquisa teve limitações importantes, como a amostra reduzida e a ausência de um grupo de controle.
Sete dias entrando em água a 14 °C: o que o estudo mais recente sobre o “banho gelado” realmente diz (e o que não diz)
Sete dias entrando em água a 14 °C: o que o estudo mais recente sobre o “banho gelado” realmente diz (e o que não diz)
Foto: Xataka

A imersão em água fria parecia algo reservado a atletas que precisavam de uma boa recuperação física após um esforço considerável — como é o caso, por exemplo, dos jogadores de futebol. No entanto, isso se tornou um ritual para qualquer pessoa que deseje manter os tecidos saudáveis e, acima de tudo, jovens. Mas a verdadeira pergunta que devemos nos fazer é: será que ficar submerso em água fria por muito tempo realmente serve para alguma coisa?

Um estudo publicado na revista Advanced Biology, há alguns anos, buscou responder a essa questão ao recrutar 10 homens jovens, com cerca de 23 anos e fisicamente ativos. Com esse grupo, os pesquisadores realizaram imersões em água fria para analisar o que ocorria nas células mononucleares que circulam por todo o organismo. O problema é que não houve um grupo de controle, o que impossibilitou uma comparação real.

O objetivo era observar a interação entre dois processos celulares fundamentais: a apoptose — isto é, a morte celular programada — e a autofagia, que funciona como o sistema de reciclagem e limpeza do nosso corpo.

Os resultados mostraram que a aclimatação é real, mas não ocorre de imediato; nos primeiros quatro dias, o corpo sofre ao ser exposto a temperaturas muito baixas. Esse sofrimento foi evidenciado pela detecção de sinais de uma autofagia que não funcionava corretamente, além de um aumento nos níveis de caspase-3 clivada — um marcador que indica que as células estão morrendo devido ao estresse.

Contudo, no sétimo dia, o ...

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