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Ciência

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Quase toda a internet se sustenta em PHP; acontece que, na sua fundação, trabalha apenas uma pessoa em tempo integral

Uma diretora, 14 colaboradores e milhões de sites: é assim que se mantém a infraestrutura invisível da internet

27 out 2026 - 08h34
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Resumo
Embora sustente cerca de 70% dos sites da internet, o PHP opera sob uma estrutura precária: sua fundação conta com apenas uma funcionária em tempo integral e depende de voluntários e doações. A vulnerabilidade dessa base ficou evidente após a descoberta recente de duas falhas graves de segurança, identificadas por empresas externas e vazadas em outubro, que forçaram uma corrida urgente para proteger a web antes que os problemas fossem explorados em larga escala.
Quase toda a internet se sustenta em PHP. Acontece que, na sua fundação, trabalha apenas uma pessoa em tempo integral.
Quase toda a internet se sustenta em PHP. Acontece que, na sua fundação, trabalha apenas uma pessoa em tempo integral.
Foto: Xataka

Esta semana, constatamos (mais uma vez) que a internet está por um fio: duas falhas graves no PHP desencadearam uma corrida contra o tempo para proteger a web, que depende, em grande parte, dessa veterana linguagem de código aberto. O PHP sustenta aproximadamente 70% dos sites, segundo a W3Techs; diante de tal alcance, seria de se esperar que houvesse uma organização robusta por trás, mas não: a estrutura é extremamente precária.

Elizabeth Barron, diretora executiva, revelou à Reuters que conta com apenas uma funcionária em tempo integral (ela mesma) e 14 prestadores de serviço, a maioria em regime de tempo parcial. O conselho é composto por voluntários, e o financiamento provém de doações e subsídios. Ou seja, aquela imagem de banco de imagens que ilustra a capa deste artigo poderia, muito bem, ser real.

Cronologia de uma crise cercada de incertezas

O problema é antigo: a fundação identificou uma das vulnerabilidades ainda em 2024, durante uma revisão de segurança; na ocasião, não se encontrou um método de exploração conhecido, e a correção revelou-se complexa.

Em 2026, a vulnerabilidade foi descoberta externamente: a empresa de cibersegurança Calif alertou a equipe no dia 11 de agosto; a OpenAI também chegou à mesma conclusão por conta própria, e a Wiz informou a fundação no dia 24, após cinco dias de investigação. Em 20 de outubro, os identificadores das duas falhas vazaram, levando o projeto a antecipar a publicação em um dia, conforme relata Simon Willinson.

Um dia depois, a ...

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