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Ciclone monstro atinge ventos de quase 300 km/h e ameaça Taiwan e China

Supertufão Champi se tornou a tempestade mais intensa do planeta em 2026, com rajadas estimadas em mais de 360 km/h

21 out 2026 - 14h07
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 Supertufão Champi se intensificou para uma tempestade equivalente à categoria 5
Supertufão Champi se intensificou para uma tempestade equivalente à categoria 5
Foto: Reprodução/X

Um ciclone tropical apelidado de “ciclone monstro” chamou a atenção dos meteorologistas nesta quarta-feira (21) ao atingir ventos sustentados próximos de 300 km/h. Batizado de Champi, o supertufão alcançou intensidade equivalente à categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson, e passou a ser apontado como a tempestade mais intensa do planeta em 2026 em velocidade dos ventos.

Segundo a MetSul Meteorologia, o sistema registrou ventos sustentados de aproximadamente 296 km/h e rajadas estimadas em 361 km/h. O fenômeno avança pelo Pacífico Ocidental e mantém autoridades em alerta diante da possibilidade de chuva extrema, ondas elevadas e ventos destrutivos em áreas da Ásia.

A tempestade passou pelas proximidades de Guam e das Ilhas Marianas e seguiu em direção à região de Taiwan e à costa leste da China. As previsões divulgadas pela MetSul indicavam que a maior aproximação de Taiwan poderia ocorrer entre sexta-feira (23) e sábado (24), embora ainda houvesse divergências entre os modelos meteorológicos sobre a trajetória exata do sistema. 

Onde o ciclone monstro pode provocar impactos?

Taiwan, China e áreas das Filipinas estão entre as regiões que acompanham a evolução de Champi. A intensidade dos ventos e o volume de chuva previsto podem provocar alagamentos, deslizamentos de terra, danos à infraestrutura e transtornos no transporte.

No norte e no leste de Taiwan, a previsão apontava possibilidade de impactos mais significativos. Na China continental, cidades como Xangai, Hangzhou, Ningbo, Fuzhou, Wenzhou e Xiamen também poderiam enfrentar efeitos associados à tempestade, dependendo de seu deslocamento.

Nas Filipinas, a chuva intensa pode agravar alagamentos e deslizamentos em áreas montanhosas, especialmente em locais onde o solo já está encharcado. Mesmo regiões distantes do centro do ciclone podem ser atingidas, porque a circulação do sistema se estende por centenas de quilômetros. 

Por que o supertufão Champi ficou tão forte?

A intensidade de Champi está relacionada às condições encontradas sobre o oceano. De acordo com a análise da MetSul, o sistema se fortaleceu em águas com temperaturas próximas de 30 °C, que fornecem calor e umidade para alimentar os ciclones tropicais.

Outro fator importante é o chamado cisalhamento vertical do vento, que corresponde à mudança de velocidade ou direção dos ventos conforme a altitude. Quando esse efeito é fraco, a estrutura do ciclone pode permanecer mais organizada, favorecendo seu fortalecimento.

A combinação de água quente, grande disponibilidade de umidade e condições atmosféricas favoráveis contribuiu para que Champi atingisse intensidade equivalente à categoria 5. A pressão atmosférica no centro do sistema chegou a 895 hectopascais, um valor extremamente baixo. 

O ciclone monstro pode chegar ao Brasil?

Não há indicação de que o supertufão Champi represente uma ameaça meteorológica direta ao Brasil. O sistema está no Pacífico Ocidental, a milhares de quilômetros da América do Sul, e sua trajetória prevista está relacionada a áreas do Leste Asiático.

O Brasil, porém, também pode registrar impactos de outros sistemas meteorológicos. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um ciclone extratropical que passou pela costa da Região Sul durante o fim de semana contribuiu para transportar ar frio e favorecer temperaturas baixas em áreas de serra.

Esse sistema é diferente de Champi. Ciclones extratropicais podem influenciar o tempo no Sul e em partes do Sudeste brasileiro, com ventos fortes, chuva e queda de temperatura, conforme as condições de cada evento.

Ciclone deve perder força, mas continuar perigoso

As projeções meteorológicas consultadas pela MetSul indicavam que Champi poderia perder intensidade ao encontrar condições atmosféricas menos favoráveis, enfraquecendo para as categorias 3 ou 4. Isso não significa, porém, que o risco desapareça.

Mesmo com a redução dos ventos, um sistema dessa magnitude pode provocar chuva torrencial, ondas elevadas e condições perigosas em áreas atingidas. A trajetória também pode mudar conforme a evolução da tempestade, por isso as previsões e os alertas das autoridades locais são fundamentais para acompanhar o fenômeno.

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