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Se você já ouviu que a depressão é um "desequilíbrio químico", é uma mentira: a ciência hoje tem sérias dúvidas

A depressão pode ser causada por uma série de fatores diferentes

22 ago 2025 - 12h12
(atualizado em 22/8/2025 às 15h14)
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Foto: Xataka

A depressão é uma doença séria caracterizada por provocar alterações expressivas no humor dos indivíduos, como tristeza profunda e desânimo. Durante décadas, o senso comum sustentou a ideia de que a principal causa da doença estaria ligada a um desequilíbrio químico no cérebro, causado pela diminuição nos níveis de serotonina, dopamina e norepinefrina. No entanto, pesquisas recentes trouxeram um novo olhar sobre essa hipótese.

Um estudo conduzido por cientistas da University College London, no Reino Unido, e publicado na revista Molecular Psychiatry, indicou que níveis baixos de serotonina não são a causa da depressão. A conclusão gerou polêmica no meio acadêmico e mais controvérsia do que qualquer outro artigo de neurociência recente. A seguir, entenda quais foram os pontos abordados no estudo e quais seriam as principais causas da depressão:

Estudo revela que depressão pode não ser causada por um desequilíbrio químico cerebral

Durante décadas, a explicação mais aceita para as causas depressão foi a chamada "hipótese da serotonina", uma teoria que sugere que a depressão está associada a níveis reduzidos de serotonina no cérebro.  A hipótese surgiu na década de 1960,  baseada na observação de remédios antidepressivos, como Prozac, Zoloft e Paxil.  A lógica era: se os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) aumentavam os níveis desse neurotransmissor na fenda sináptica e funcionam para muitos pacientes, então a causa da depressão poderia ser ...

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