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Se você chama tomate de legume, a ciência tem algo a te dizer: você está cometendo um erro básico sobre quase toda a sua salada

A divisão clássica do supermercado colocando frutas de um lado, verduras e legumes do outro, é uma construção puramente culinária e econômica

23 jan 2026 - 12h34
(atualizado em 23/1/2026 às 09h46)
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Foto: Xataka

Se você acha que a sua vida na cozinha é organizada ou que você sabe tudo sobre alimentos, a botânica tem uma péssima notícia para lhe dar. A divisão clássica do supermercado colocando frutas de um lado, verduras e legumes do outro, é uma construção puramente culinária e econômica que ignora quase completamente a biologia evolutiva das plantas.

A realidade, vista sob a lente do microscópio, é um pouco mais perturbadora: quando você prepara uma salada de pepino, pimentão e tomate, você não está fazendo um prato de legumes. Você está servindo uma salada de frutas. E mais especificamente: você está comendo ovários amadurecidos de plantas.

Para abalar ainda mais o seu mundinho, o conceito de "legume" quase não existe.

O segredo está nas sementes (e no sexo das plantas)

Para um botânico, a regra é clara e não deixa margem para interpretação gastronômica. Para ser considerado um fruto, o alimento precisa cumprir três requisitos básicos:

  1. Nascer a partir da fecundação de uma flor;
  2. Ser o resultado do desenvolvimento do ovário dessa flor;
  3. Conter as sementes (ou a promessa delas) para perpetuar a espécie.

As plantas angiospermas (aquelas que produzem flores) desenvolveram os frutos como uma estratégia de transporte. Elas "embalam" seus bebês (as sementes) em pacotes nutritivos e saborosos para que animais os comam e, horas depois, depositem essas sementes em outro lugar, devidamente adubadas.

Portanto, qualquer coisa que tenha sementes dentro e venha de uma flor é um fruto.

O termo ...

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