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Pesquisa

Vermífugo dado a garotas reduziria HIV na África, diz estudo

28 mai 2009 - 14h49
(atualizado às 15h33)
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Donald G. Mc Neil JR.

Do New York Times

Administrar um vermífugo de baixo custo a milhões de garotas na zona rural da África pode reduzir substancialmente a transmissão do vírus que causa a Aids, afirmam pesquisadores. A droga praziquantel, que custa apenas US$ 32 centavos por criança, preveniria a esquistossomose, uma verminose que começa com uma infecção do trato urinário que, se não tratada, pode causar feridas nos genitais femininos e, assim, facilitar o contágio pelo vírus HIV.

Caso a jovem já tenha desenvolvido as lesões, a droga pode matar o verme, mas não curar as feridas, de modo que as garotas devem estar protegidas contra a esquistossomose antes de atingirem a maturidade sexual. O estudo, de autoria de pesquisadores do Sabin Vaccine Institute, do Imperial College London e da Universidade de Oslo, está publicado na revista especializada PLoS Neglected Tropical Diseases.

Há 207 milhões de casos de esquistossomose no mundo, 90% deles concentrados na África, onde humanos geralmente contraem a doença ao entrar em águas infestadas pelo caramujo transmissor do verme para nadar ou lavar roupas. Os vermes saem dos caramujos e penetram na pele; o primeiro sintoma do contágio é a presença de urina no sangue.

O sucesso de um programa piloto em Burkina Faso sugere que todos os 70 milhões de bebês e crianças que estão infectados na África poderiam ser tratados por US$ 22 milhões; repetir o tratamento a cada dois anos durante uma década custaria US$ 112 milhões. "Por esse investimento relativamente pequeno, a saúde reprodutiva das jovens seria melhorada", dizem os autores, "e existe uma chance razoável de que a transmissão de HIV/AIDS seja reduzida".

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
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