Dieta de sul-africanas é deficiente em cálcio e vitamina D
3 jul
2009
- 14h28
Pesquisa publicada no periódico West Indian Medical Journal, da University of the West Indies, de Mona, Jamaica, afirma que "mais de 25% de todas as mulheres estudadas apresentaram o consumo de vitaminas A e E abaixo de 68% da RDA (reference daily allowances, ou, em português, dose diária recomendada)", e também que o consumo de outros nutrientes e minerais.
Corinna Walsh, do Departamento de Nutrição e Dietética da Universidade do Estado Livre (África do Sul), e colegas, alegam que "o fardo da saúde pública das deficiências de micronutrientes em países em desenvolvimento só foi completamente reconhecido nas duas últimas décadas". Para eles, no mundo, mais de dois bilhões de pessoas possuem riscos de adquirir problemas de saúde em decorrência da falta de ferro, vitamina A e iodo, entre outros nutrientes.Atestam que "enquanto progressos foram feitos para reduzir a desnutrição infantil, as deficiências de nutrientes permanecem como problemas nutricionais e de saúde pública significantes". Os autores argumentam que a falta destas substâncias pode provocar, entre outros quadros, "sarampo, diarréia, comprometimento do potencial intelectual, do crescimento e da produtividade dos adultos".Para coletar as informações apresentadas nos resultados, os pesquisadores selecionaram 500 mulheres de Mangaung, área residencial de negros da cidade de Bloemfontein, na África do Sul. As pesquisadas foram provenientes de assentamentos formais (Phahameng e Botchabela) e dois assentamentos informais (Joe Slovo e Namíbia).Mulheres em período anterior à menopausa foram selecionadas aleatoriamente a partir de dois grupos etários ¿ dos 25 aos 34 e dos 35 aos 44 anos ¿ usando mapas do município. Nos resultados da apuração, os estudiosos identificaram consumos acima e abaixo do necessário."O consumo médio dos dois grupos etários excede o consumo adequado de cromo e o RDA de potássio, manganês, cobre, magnésio, zinco e fósforo, sendo o consumo de fósforo, em ambos os grupos, quase duas vezes maior que o RDA de 700 mg por dia", disseram. Por outro lado, eles detectaram que "o consumo médio de cálcio e vitamina D foram menores que os níveis recomendados". Além disso, "de todas as mulheres pesquisadas, entre 46,2% e 62,2% consumiram menos de 68% do RDA para o total de cálcio, selênio, folato e vitamina C. Mais de 94% consumiram menos que 68% do RDA para selênio", afirmaram.Com informações da agência Notisa