A cordilheira Serra Nevada, nos Estados Unidos, cresce aproximadamente 1 mm em altitude a cada dez anos, de acordo com cientistas. Pesquisadores do laboratório geodésico da Universidade de Nevada, em Reno, e da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, dizem ter registrado uma elevação anual entre 1 mm e 2 mm por mais de dez anos ao longo da faixa de 74 km entre Nevada e Califórnia. As informações são do site do jornal britânicoThe Guardian.
O estudo apontou que a cordilheira americana cresce aproximadamente 1 mm em altitude a cada dez anos
Foto: AFP
Uma combinação de dados de GPS e radar baseado no espaço deram uma precisão sem precedentes ao estudo. "O mais emocionante é que nós podemos ver a cordilheira crescendo em tempo real", diz Bill Hammond, líder da pesquisa, que já dura vários anos na Universidade de Nevada.
"Utilizando dados de antes do ano 2000, nós podemos ver com precisão cerca de 1mm por ano. Talvez ainda mais incrível seja que essas mudanças minúsculas sejam medidas usando satélites no espaço", complementa Hammond.A pesquisa foi fundada pela Fundação Nacional da Ciência (National Science Foundation) e a Nasa, junto ao Conselho de Pesquisas do Ambiente Natural (Natural Environment Research Council) do Reino Unido.
"Nós podemos ver o movimento firme e constante da Serra, além de eventos episódicos, como terremotos", conta Hammond. O pesquisador afirma que as descobertas serão publicadas em julho, e podem ajudar a esclarecer o debate sobre a idade da Serra Nevada na Califórnia e em Nevada.
O fotógrafo diz que a melhor época para visitar as cavernas é no auge do inverno, quando é menos provável que elas desabem ou que pedaços de gelo se desprendam
Foto: Skarpi Thrainsson / Caters News/ / BBC Brasil
"O tamanho e a formação (das cavernas) muda todo verão, quando a maior parte do derretimento ocorre. As duas cavernas que visitei têm cerca de quatro metros de altura e dez de comprimento", diz Thrainsson
Foto: Skarpi Thrainsson / Caters News/ / BBC Brasil
A enorme geleira Vatnajökull cobre 8% do território da Islândia
Foto: Skarpi Thrainsson / Caters News/ / BBC Brasil
"Por questões de segurança, não recomendo que ninguém visite as geleiras sem um guia local. Tivemos um trágico acidente recentemente no qual um fotógrafo morreu enquanto explorava as geleiras na Islândia", disse o fotógrafo
Foto: Skarpi Thrainsson / Caters News/ / BBC Brasil
As formações inusitadas surgem quando a água reage com o enorme fluxo de gelo
Foto: Skarpi Thrainsson / Caters News/ / BBC Brasil
Para tirar as fotos, em dezembro de 2011 no sul da Islândia, ele teve de enfrentar temperaturas de -12ºC, além dos perigos de estar debaixo de uma estrutura instável e frágil
Foto: Skarpi Thrainsson / Caters News/ / BBC Brasil
Segundo Thrainsson, nas cavernas que ele visitou o "chão" é uma mistura de neve e de cinzas vulcânicas do Grímsvötn, que entrou em erupção em maio de 2011
Foto: Skarpi Thrainsson / Caters News/ / BBC Brasil
"A Vatnajökull tem um volume de 3,100 km cúbicos e está constantemente mudando sua formação por causa do derretimento do gelo", explica Thrainsson
Foto: Skarpi Thrainsson / Caters News/ / BBC Brasil
O fotógrafo islandês Skarpi Thrainsson registrou diversas imagens que revelam a beleza das cavernas debaixo da maior geleira da Europa, a Vatnajökull
Foto: Skarpi Thrainsson / Caters News/ / BBC Brasil