Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ciência

Publicidade

Paciente vive nove meses com rim de porco e surpreende médicos sobre os limites de transplantes

O medo da equipe médica era que um rim de porco alterasse completamente o sistema imunológico

8 set 2026 - 11h10
(atualizado em 9/9/2026 às 09h07)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A medicina atingiu um marco histórico após um paciente de 66 anos viver 271 dias sem diálise graças ao transplante de um rim de porco geneticamente modificado via CRISPR-Cas9, com 69 alterações para evitar a rejeição. Publicado na revista The Lancet, o caso surpreendeu os médicos porque o órgão suíno funcionou como uma ponte vital, mantendo o receptor vivo até que ele finalmente recebesse com sucesso um rim humano compatível, apontando caminhos contra a escassez de órgãos.
Rim
Rim
Foto: Robina Weermeijer (unsplash) / Xataka

A escassez de órgãos é um dos maiores gargalos da medicina moderna, fazendo com que muitas pessoas morram enquanto esperam na lista por algum órgão compatível. Para resolver esse problema, a ciência tem olhado para o transplante de animais para humanos como a solução definitiva. Agora, a medicina acaba de alcançar um novo marco histórico.

A revista The Lancet publicou em setembro o caso de um paciente de 66 anos com doença renal que conseguiu viver 271 dias sem precisar se submeter à diálise graças ao transplante de um rim de um porco geneticamente modificado.

Mas a verdadeira notícia não é apenas o tempo recorde durante o qual o órgão suíno funcionou. O mais impressionante foi que o rim de porco serviu como uma "ponte" vital que manteve o paciente vivo até que ele pudesse receber com sucesso um rim humano.

Um porco editado

O transplante original foi realizado em 25 de janeiro de 2025, por meio de um programa de acesso ampliado da FDA (Food And Drug Administration, agência federal dos EUA responsável pela saúde pública). Implantar um órgão animal em um ser humano envolve um desafio colossal: a rejeição hiperaguda, que pode provocar a morte quase imediata do receptor. Algo que faz sentido, já que nosso sistema imunológico é projetado para atacar sem piedade qualquer tecido estranho.

Para evitar isso, os pesquisadores usaram a tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9, promovendo 69 modificações genéticas no porco de onde veio o órgão. O objetivo era duplo: eliminar os genes ...

Veja mais

Matérias relacionadas

A China construiu uma plataforma solar flutuante de 100 kW no meio do mar usando um material surpreendente: bambu

Mais finos que uma moeda e capazes de aderir a qualquer superfície: assim evoluiu a indústria de painéis solares flexíveis

Star Trek vs. física quântica: uma das tecnologias mais famosas da ficção científica pode não ser necessária

Se você achava que vespas são um problema, é porque não sabe o que os EUA encontraram: vespas radioativas

O que é uma rajada térmica e por que ela ameaça o Mediterrâneo

Xataka
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra