Cientistas descobrem predador de 45 milhões de anos "escondido" no Egito
Fósseis encontrados na década de 1920 foram reanalisados com tomografias computadorizadas e revelaram uma nova espécie que viveu há milhões de anos
Cientistas identificaram uma nova espécie e gênero de crocodiliano pré-histórico, batizado de Herugavialis cairensis, que viveu há 45 milhões de anos no Egito. Descobertos na década de 1920 perto do Cairo e classificados erroneamente por quase um século, os fósseis foram reavaliados com tomografias e análises anatômicas por uma equipe internacional. Publicado na Royal Society Open Science, o estudo revela traços inéditos do predador e amplia o conhecimento sobre a fauna antiga da região.
Um crocodiliano de focinho comprido que viveu há cerca de 45 milhões de anos no território do atual Egito acaba de ganhar uma nova identidade científica. Batizado de Herugavialis cairensis, o réptil foi identificado a partir de fósseis encontrados na Formação Mokattam, uma região de calcário próxima ao Cairo que também forneceu a pedra usada na construção da Grande Esfinge.
Os restos foram descobertos na década de 1920, mas permaneceram classificados como pertencentes a outro gênero por quase 100 anos. Agora, tomografias computadorizadas e uma nova análise anatômica revelaram diferenças que levaram os pesquisadores a reconhecer uma espécie e um gênero distintos. O estudo foi publicado na revista científica Royal Society Open Science e ajuda a reconstruir a diversidade de crocodilianos que habitavam a região muito antes das pirâmides.
Fósseis encontrados há um século revelaram uma espécie desconhecida
A descoberta do Herugavialis cairensis começou com uma revisão de materiais que os cientistas já conheciam havia anos. Na década de 1920, pesquisadores encontraram um crânio quase completo e outros restos fossilizados na Formação Mokattam, no Egito, e os atribuíram ao gênero Tomistoma, que inclui o falso-gavial (Tomistoma schlegelii), uma espécie que ainda vive no sudeste asiático.
A semelhança entre os fósseis e o animal justificava essa classificação. No entanto, uma equipe internacional liderada por Paul Burke, do Museu Sueco de História Natural, decidiu reexaminar os ...
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