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Ciência

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Escaladores encontram rastro de 80 milhões de anos na Itália: rocha preserva fuga em massa de tartarugas e fascina a ciência

Marcas preservadas no fundo do mar há milhões de anos podem revelar como tartarugas marinhas reagiram a um terremoto no período Cretáceo

23 out 2026 - 14h09
(atualizado em 24/10/2026 às 10h39)
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Resumo
Escaladores descobriram no Monte Cònero, na Itália, marcas fossilizadas de 80 milhões de anos que registram uma provável fuga em massa de tartarugas marinhas pré-históricas provocada por um terremoto. O estudo, divulgado na revista Cretaceous Research após análises geológicas e registros com drones, aponta que os sulcos foram feitos no fundo do mar durante o Cretáceo e acabaram preservados em rochas calcárias graças aos sedimentos gerados pelo próprio tremor sísmico.
Simulação de fuga das tartarugas feita por IA
Simulação de fuga das tartarugas feita por IA
Foto: gemini / Xataka

Uma rocha na costa da Itália pode guardar o registro de uma fuga em massa ocorrida há cerca de 80 milhões de anos, quando tartarugas marinhas pré-históricas teriam tentado escapar de um terremoto. As marcas foram encontradas por escaladores no Monte Cònero, com vista para o Mar Adriático, e chamaram a atenção pela quantidade e pelo formato dos sulcos. Ao investigar o local, pesquisadores identificaram indícios de que os rastros foram deixados no fundo do mar durante o período Cretáceo. O estudo, publicado na revista científica Cretaceous Research, propõe que um tremor sísmico pode ter provocado a movimentação dos animais e ajudado a preservar suas marcas por milhões de anos.

Marcas na rocha levaram pesquisadores a investigar uma possível debandada pré-histórica

A descoberta aconteceu quando escaladores exploravam as encostas do Monte Cònero e encontraram uma superfície rochosa coberta por sulcos. O formato das marcas lembrou aos aventureiros outros rastros de répteis marinhos identificados anteriormente na mesma região. Por isso, eles procuraram o geólogo Paolo Sandroni, que entrou em contato com Alessandro Montanari, diretor do Observatório Geológico de Coldigioco.

A equipe voltou ao local para documentar as marcas, coletar amostras de rocha e registrar a área com o auxílio de um drone. A análise revelou que os sulcos estavam preservados em uma camada de calcário conhecida como Scaglia Rossa, que se formou a partir de sedimentos acumulados no fundo do mar. Os pesquisadores ...

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