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Ciência

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Seu comprimento ultrapassa um metro: fóssil de 415 milhões de anos revela a descoberta do maior escorpião que já viveu na Terra

Com mais de um metro de comprimento e pinças de 16 centímetros, o animal viveu antes dos dinossauros e pode ter dividido seu tempo entre a água e a terra

22 out 2026 - 12h39
(atualizado às 13h11)
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Resumo
Uma reanálise com tomografia em fósseis do século XIX revelou que o Praearcturus gigas, que viveu há 415 milhões de anos, pode ser o maior escorpião já conhecido na Terra. Encontrado no Reino Unido e antes confundido com um crustáceo, o animal ultrapassava um metro de comprimento e possuía pinças de 16 centímetros, confirmando a existência desses predadores gigantescos muito antes dos dinossauros.
Reprodução do escorpião feita por IA
Reprodução do escorpião feita por IA
Foto: Gemini / Xataka

Os escorpiões são animais que, apesar do tamanho geralmente pequeno, causam um medo gigantesco em muita gente. Afinal, dependendo da espécie, uma picada pode ser perigosa. Agora, imagine se deparar com um escorpião de mais de um metro de comprimento e com pinças que chegam a 16 centímetros. Parece impossível, coisa de filme, mas por incrível que pareça, um animal com essas dimensões pode ter existido há cerca de 415 milhões de anos, muito antes dos dinossauros. Fósseis encontrados na Inglaterra e no País de Gales foram reanalisados em um estudo publicado na revista científica Palaeontology, que aponta o Praearcturus gigas como um dos maiores escorpiões conhecidos pela ciência.

Fósseis antigos ajudaram a confirmar a identidade do escorpião gigante

Embora a descoberta esteja sendo bastante comentada agora, os fósseis não foram encontrados recentemente. Eles estão preservados em coleções de museus desde o século XIX e só agora passaram por uma nova análise, com fotografias detalhadas, ilustrações anatômicas e tomografia computadorizada. O Praearcturus gigas era um mistério para os pesquisadores. Quando foi descrito pela primeira vez, em 1870, chegou a ser classificado como um crustáceo semelhante aos tatuzinhos-de-jardim. Muitos anos depois, surgiu a hipótese de que se tratava de um escorpião, mas a falta de partes importantes do corpo e a preservação fragmentada dos fósseis mantiveram o debate aberto.

A nova pesquisa identificou características compatíveis com as dos escorpiões,...

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