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Ciência

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Cidade na Itália arruma solução criativa para "praga" de coelhos em cemitério

21 out 2026 - 16h42
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Resumo
Para solucionar danos a túmulos e afundamentos de terreno causados por cerca de 30 coelhos no Cemitério Monumental de Trento, na Itália, as autoridades locais decidiram capturar os animais antes do Dia de Finados. Sob supervisão veterinária, os espécimes saudáveis serão transferidos para jardins de casas de repouso e áreas verdes de ONGs parceiras, com medidas para conter a reprodução. A ação busca aliviar o impacto aos visitantes, embora a gestão admita que a medida contra a praga seja paliativa.

Num cemitério em Trento, no norte da Itália, animais há anos danificam ou defecam sobre túmulos e comem flores levadas por visitantes. Tocas escavadas sob as sepulturas ameaçam terreno.A cidade de Trento, no norte da Itália, vai retirar do Cemitério Monumental local cerca de 30 coelhos selvagens que há anos provocam reclamações de visitantes e familiares de pessoas sepultadas no local. Os animais serão capturados e transferidos para jardins de casas de repouso e áreas verdes cercadas administradas por associações locais.

Autoridades vão capturar os cerca de 30 "blasfemos" e transferi-los para áreas verdes cercadas (imagem meramente ilustrativa)
Autoridades vão capturar os cerca de 30 "blasfemos" e transferi-los para áreas verdes cercadas (imagem meramente ilustrativa)
Foto: DW / Deutsche Welle

A medida foi autorizada pela Junta Provincial de Trento e deverá ser implementada antes das celebrações do Dia de Finados, período em que o cemitério recebe um fluxo maior de visitantes.

Segundo os jornais italianos L'Adige e Corriere del Trentino, a operação será executada pela Associação dos Caçadores Trentinos sob supervisão das autoridades veterinárias. Os animais serão capturados com o uso de redes verticais e gaiolas metálicas, em duas etapas.

A presença dos coelhos no cemitério voltou a ganhar destaque após novas denúncias encaminhadas pelo conselheiro provincial Claudio Cia. À imprensa italiana, ele afirmou que o problema pode parecer secundário, mas tem forte impacto emocional sobre quem visita os túmulos de familiares.

Os animais comem flores deixadas nas sepulturas, deixam fezes sobre lápides e corredores e escavam tocas sob os jazigos. Segundo moradores e visitantes, a atividade tem provocado afundamentos do terreno e risco de inclinação de algumas estruturas funerárias.

De acordo com reportagem do Corriere del Trentino, o entorno é protegido por muros e telas enterradas, mas os animais continuam entrando e se deslocando livremente entre os túmulos.

Problema é antigo

O problema não é recente. A emissora pública Rai relatou que a presença dos coelhos já havia provocado protestos e mobilização popular entre 2014 e 2015, incluindo uma campanha que reuniu cerca de 600 assinaturas. Na época, as autoridades também discutiram medidas de captura e controle da população.

A história ganhou tanta repercussão há cerca de uma década que acabou inspirando um curta-metragem posteriormente premiado no Festival de Cinema de Trento.

Após a captura, os animais serão mantidos temporariamente em gaiolas individuais, com acesso permanente à água, em uma área reservada dentro do próprio cemitério. Na manhã seguinte a cada operação, veterinários da Agência Provincial de Serviços de Saúde realizarão exames clínicos para avaliar o estado geral dos animais, incluindo condição nutricional, presença de doenças, lesões e traumas.

Fêmeas em período de amamentação e filhotes ainda não desmamados serão imediatamente devolvidos ao ambiente para evitar a separação das crias.

Somente os exemplares aprovados pelos veterinários poderão ser transportados para os destinos definitivos. A prioridade será dada a casas de repouso, associações e entidades capazes de oferecer espaços externos amplos, cercados e adequados às necessidades dos animais. As autoridades também pretendem distribuir os coelhos de forma a reduzir o contato entre machos e fêmeas e limitar a reprodução.

As autoridades locais reconhecem, porém, que a medida tem caráter apenas paliativo. A captura dos animais presentes no interior do cemitério não resolverá o problema da população de coelhos na região, Segundo a prefeitura, existem centenas de coelhos vivendo em áreas vizinhas, especialmente nas proximidades do bairro de Albere e ao longo das margens do rio Ádige.

gq/ra (OTS)

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