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Ciência

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Novo estudo observa: visões do "além" após experiências de quase morte são apenas estados alterados de consciência e falta de oxigênio no cérebro

Trabalho propõe modelo neurocientífico que explica as EQMs como resultado direto de processos neurobiológicos

24 ago 2026 - 14h11
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Resumo
Avanços da neurociência indicam que experiências de quase-morte decorrem de estados alterados de consciência e falta de oxigênio no cérebro, sem comprovar a existência do pós-vida. O debate científico muitas vezes é distorcido por falácias, argumentos de autoridade e relatos anedóticos isolados, os quais carecem de validação empírica e rigor metodológico para serem aceitos como evidências concretas do além.
Luz
Luz
Foto: Adrien Olichon (Pexels) / Xataka

Uma das grandes perguntas da humanidade é sobre a existência do pós-vida e se podemos provar sua existência. A ciência, por enquanto, não tem uma resposta para dar. É verdade, porém, que a neurociência continua avançando no campo das experiências de quase-morte (EQMs), apontando para um processo que é, sem dúvida, muito complexo.

Um dos principais problemas ao abordar esse tema na divulgação científica é a confusão entre correlação, causalidade e autoridade. O fato de figuras eminentes como o cardiologista Valentín Fuster ou o ganhador do Prêmio Nobel de Física Robert W. Wilson escreverem prefácios para livros sobre "supraconsciência" ou supostas "provas de Deus" não equivale a uma validação científica de suas teses.

Da mesma forma, costuma-se recorrer a casos impactantes como o de Eben Alexander, o neurocirurgião de Harvard que relatou sua viagem "ao além" durante um coma. No entanto, do ponto de vista do rigor científico, isso não deixa de ser uma experiência completamente isolada, sem que exista uma verificação independente que demonstre que seu cérebro estava totalmente inoperante.

E há mais argumentos. O conhecido "ajuste fino" do universo, que é a ideia de que as constantes cosmológicas parecem ter sido projetadas para abrigar vida, também costuma ser usado como prova científica. No entanto, como aponta o filósofo Carlos Blanco, trata-se de um debate filosófico que incorre na falácia da afirmação do consequente, uma vez que existem explicações alternativas (como o ...

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