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"Não são NPCs": Oxford é criticada por esconder nomes de pesquisadores da Indonésia em pesquisa de 13 anos

Universidade ainda não deu os devidos créditos

27 nov 2025 - 12h21
(atualizado às 19h24)
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Foto: Xataka

Uma descoberta botânica espetacular no interior da Indonésia se transformou em um debate acalorado sobre ética e colaboração científica. Pesquisadores de um projeto conjunto entre a Universidade de Oxford e a Agência Nacional de Pesquisa e Inovação da Indonésia (BRIN) testemunharam o desabrochar da Rafflesia hasseltii, uma flor extremamente rara e difícil de ser encontrada, em uma selva patrulhada por tigres em Sumatra.

No entanto, o anúncio oficial da Universidade de Oxford nas redes sociais gerou uma onda de críticas ao dar destaque apenas ao seu próprio cientista, o Dr. Chris Thorogood, e relegar os colaboradores indonésios a um anônimo "time".

A controvérsia do "NPC"

A omissão gerou indignação pública, levando figuras políticas a se manifestarem. Segundo o site da Indonésia, Jaw Apos, o ex-Ministro da Educação e Cultura da Indonésia, Anies Baswedan, demandou publicamente que a universidade reconhecesse os parceiros locais, utilizando uma metáfora do mundo dos games: "Aos @UniofOxford, os pesquisadores indonésios — Joko Witono, Septi Andriki, e Iswandinão são NPCs (non-playable characters). Mencionem também os nomes deles."

A crítica ressoou nas redes sociais por tocar em um ponto sensível: a percepção de que instituições ocidentais se apropriam do mérito de descobertas que dependem da expertise de campo e do trabalho exaustivo de pesquisadores do Sul Global. 

O termo "NPC" evoca a ideia de colaboradores locais sendo tratados como meros coadjuvantes que não precisam...

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