Na busca pela vida no espaço, cientistas alertam para um novo problema: os falsos negativos
Pode haver vida onde os experimentos dizem que não há — talvez estejamos só olhando do jeito errado
Volta e meia, aparecem notícias de que alguém encontrou possíveis sinais de vida no espaço. Todos esses achados costumam acabar sendo falsos positivos, algo com que os astrobiólogos estão mais do que familiarizados. No entanto, segundo um estudo que acaba de ser publicado na Nature Astronomy, os cientistas podem estar ignorando os falsos negativos — e isso sim seria grave.
O que os autores desse estudo apontam é que os falsos negativos podem ser mais comuns do que pensamos. Ou seja, muitas das vezes em que se conclui claramente que não há vida em um lugar do espaço, pode ser que ela exista, mas tenha passado despercebida sem ser detectada.
Pode haver três motivos pelos quais esses falsos negativos acontecem. Primeiro: os vestígios de vida não estão preservados. Ou seja, ela existe ou existiu, mas não deixa um rastro detectável. Segundo: pode ser que esse vestígio seja difícil de detectar. E terceiro: talvez, os métodos usados para detectar a vida tenham limitações.
Nessa linha, os autores do estudo dão um exemplo. Imaginemos que exista um ser vivo que, por meio de suas reações metabólicas, gere algum gás entendido como um vestígio de vida. Talvez oxigênio ou metano. Mas imaginemos também que haja uma atividade geológica nesse lugar que capture esse gás do ambiente. Não haveria como medi-lo. Por isso, a detecção de vida precisaria ser abordada a partir de outros pontos.
Há dois riscos principais em não prestar atenção aos falsos negativos. Em primeiro lugar, isso reduziria a ...
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