Gêmeos siameses são separados por cirurgia de 13h nos EUA
15 set2011 - 14h32
(atualizado às 15h56)
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Joshua e Jacob Spates, que passaram seus primeiros sete meses fora do útero como gêmeos siameses, estão se recuperando em uma unidade de terapia intensiva pediátrica em um hospital de Memphis, nos Estados Unidos, depois de uma cirurgia bem-sucedida de 13 horas para a separação.
O dr. Max Langham, líder da equipe que fez a cirurgia, disse na quarta-feira que todos os envolvidos estavam em "um clima de celebração por Joshua e Jacob, que estavam muito bem". Os gêmeos, que estavam unidos pela coluna, foram separados em 29 de agosto. Duas semanas depois, os meninos estão saudáveis, e "estão usando suas pernas e se preparando para engatinhar para fora da cama", disse Langham.
"A maioria dos gêmeos siameses nunca tem a chance de se separar porque morrem de complicações na hora do parto", disse Langham, chefe de cirurgia pediátrica do Hospital Infantil Le Bonheur.
Gêmeos siameses ocorrem uma vez em cada 100 mil nascimentos. Esses meninos nasceram unidos de costas um para o outro através da pélvis e da coluna lombar, mas com coração, cabeça, braços e pernas separados. Essa condição ocorre em apenas 15% dos casos de gêmeos siameses, segundo Le Bonheur.
Foi necessária uma equipe cirúrgica pediátrica de 34 integrantes e 13 horas para separar a coluna espinhal, os nervos e os músculos dos irmãos e completar reparos gastrointestinais. Um ultrassom em novembro confirmou que os dois meninos eram siameses. Depois de monitoramento durante oito semanas, os bebês - que compartilhavam o reto, músculos e nervos - nasceram por uma cesariana em 24 de janeiro.
Dois dias depois, cirurgiões realizaram uma colostomia e inseriram um tubo de gastrostomia para ajudar na nutrição e na eliminação de resíduos, segundo a assessoria de imprensa do hospital. Médicos tiveram de enfrentar uma série de outras condições nos meses seguintes. Joshua tinha apenas um fígado, um defeito no coração e calcificações no baço, e Jacob tinha defeitos no cordão umbilical e no coração.
A imagem de arquivo mostra os irmãos ainda ligados pelas costas
As gêmeas Amber Mae e Lily Rose Locker nasceram em outubro de 2007, mas causaram um susto aos pais e aos médicos poucos meses após o nascimento
Foto: Barcroft Media / Getty Images
Os pais descobriram que as gêmeas sofriam de fibrose cística
Foto: Barcroft Media / Getty Images
Os médicos que tratam de Amber Mae e Lily Rose Locker afirmaram à família que a chance de gêmeas não idênticas sofrerem de fibrose cística é de uma em 1 milhão
Foto: Barcroft Media / Getty Images
Além das gêmeas, os pais Vanessa, 26 anos, e Gary, 35 anos, tem outros três filhos: a menina Tayla, 11 anos, e os meninos Charlie, 10 anos, e Vinnie, 4 anos
Foto: Barcroft Media / Getty Images
Poucas semanas após o nascimento, os pais já notavam que havia algo estranho com Amber Mae e Lily Rose. "Eu já havia tido três crianças e eu soube imediatamente que havia algo errado com as meninas depois de trazê-las para casa. Nenhuma das duas comia facilmente e, quando o faziam, saía muito muco dos pulmões", diz Vanessa
Foto: Barcroft Media / Getty Images
Os pais levaram as gêmeas a um hospital, mas os médicos as mandaram de volta para casa. No dia seguinte, Amber parou de respirar e o casal a levou correndo para a emergência. Os médicos se esforçaram por cinco horas para tentar fazer a menina melhorar, mas já achavam o caso perdido - até um padre foi chamado
Foto: Barcroft Media / Getty Images
Os pais, em uma última tentativa, a transferiram Amber para o hospital da Universidade de Cambridge, apesar de o bebê poder morrer na ambulância
Foto: Barcroft Media / Getty Images
No dia seguinte, quando Amber já estava em Cambridge, a irmã também parou de respirar e foi levada às pressas para o hospital. Os médicos conseguiram estabilizar o quadro das duas, que estavam com pneumonia
Foto: Barcroft Media / Getty Images
Hoje com três anos, elas tomam remédios diariamente administrados pelo pai, Gary, e a mãe, Vanessa, incluindo antibióticos para parar infecções desenvolvidas nos pulmões. Além disso, elas fazem fisioterapia três vezes por semana para limpar o muco dos pulmões
Foto: Barcroft Media / Getty Images
"Elas vão à pré-escola que elas amam, apesar de às vezes não sentirem bem o suficiente e não poderem ir. (...) É provável que elas precisem de um transplante em algum momento, mas nós estamos vivendo cada dia de uma vez", diz a mãe de Amber e Lily
Foto: Barcroft Media / Getty Images
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