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Ciência

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Fósseis encontrados na Espanha apontam que o dinossauro Diplodocus não existia só nos EUA

A presença de um Diplodocus na Europa é compatível com episódios de dispersão intercontinental

20 set 2026 - 16h06
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Resumo
Paleontólogos identificaram na Espanha o primeiro fóssil do dinossauro Diplodocus fora da América do Norte. Encontrados na jazida de La Tejería, os restos bem preservados contêm 14 vértebras caudais e ossos chevrons de 150 milhões de anos atrás, datados do Jurássico Superior. Confirmada por análises anatômicas e filogenéticas, a descoberta histórica prova que a espécie não era exclusiva do território norte-americano, abrindo novos caminhos sobre a dispersão geográfica desses gigantes.
Diplodocus
Diplodocus
Foto: Atlantic Ambience (Pexels) / Xataka

Durante décadas, todos os fósseis de Diplodocus que conhecíamos haviam sido descobertos no oeste dos EUA, onde é possível encontrar uma grande jazida fossilífera. As escavações por lá trouxeram muitas informações sobre esse dinossauro de pescoço caracteristicamente longo e uma cauda em forma de chicote. Mas, agora, a Espanha também tem um desses.

Um novo artigo publicado na revista Journal of Vertebrate Paleontology confirmou o primeiro registro do gênero Diplodocus fora da América do Norte, abrindo caminho para a pesquisa e a busca por espécimes que acreditávamos estar restritos a uma região geográfica específica.

Essa descoberta vem da jazida fossilífera de La Tejería, situada no município de El Castellar. Ali, os paleontólogos recuperaram um conjunto excepcionalmente bem preservado de restos caudais desse tipo de dinossauro, especificamente 14 vértebras da cauda e vários chevrons, que são os ossos em forma de "Y" situados na parte inferior das vértebras.

Agora sabemos que esse espécime habitou a Península Ibérica há aproximadamente 150 milhões de anos, durante o Jurássico Superior, uma época em que a geografia do nosso planeta era muito diferente da atual.

Os métodos

Descobrir a qual dinossauro especificamente pertenciam esses fósseis encontrados na Espanha não foi fácil. Os pesquisadores não se limitaram a buscar uma semelhança superficial, mas identificaram o material por meio de complexas comparações anatômicas e análises filogenéticas.

Esse foi o detalhe mais ...

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