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Ciência

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Descoberta nova espécie de cobra gigante letal: cientistas descobrem nova espécie de sucuri-verde gigante na Amazônia

Chamada de sucuri-verde-do-norte, a espécie é geneticamente distinta da conhecida sucuri-verde-do-sul, apesar da grande semelhança física

15 set 2026 - 13h42
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Resumo
Cientistas identificaram uma nova espécie de cobra gigante na Amazônia, a sucuri-verde-do-norte (*Eunectes akayima*). Antes confundida com a tradicional *Eunectes murinus* devido à grande semelhança física, a nova serpente foi reconhecida a partir de diferenças morfológicas e análises de DNA mitocondrial. O estudo publicado na revista Diversity revela uma divergência genética de 5,5% entre os répteis, indicando que as duas linhagens se separaram evolutivamente há cerca de 10 milhões de anos.
Eunectes Akayima
Eunectes Akayima
Foto: Fernando Flores/Wikimedia Commons / Xataka

Uma espécie de sucuri-verde que passou décadas sendo identificada como a mesma cobra já conhecida na América do Sul foi reconhecida como uma espécie distinta pelos cientistas. Batizada de Eunectes akayima, a sucuri-verde-do-norte foi identificada a partir de diferenças genéticas e morfológicas em relação à sucuri-verde-do-sul, Eunectes murinus.

A descoberta foi descrita em estudos publicados em 2024 na revista científica Diversity. As análises indicam que as duas linhagens se separaram há aproximadamente 10 milhões de anos e apresentam uma divergência genética de cerca de 5,5% no DNA mitocondrial.

Duas espécies muito parecidas foram confundidas durante anos

Antes da pesquisa, as sucuris-verdes encontradas em diferentes regiões da América do Sul eram tratadas como pertencentes à mesma espécie. A Eunectes akayima e a Eunectes murinus apresentam aparência semelhante, mas os pesquisadores encontraram diferenças suficientes em análises genéticas para classificá-las como espécies distintas.

O estudo mais recente também identificou diferenças morfológicas, incluindo características relacionadas ao dimorfismo sexual, que corresponde à diferença de características físicas entre machos e fêmeas. A análise de três genes mitocondriais também encontrou 109 diferenças de nucleotídeos entre as duas espécies, resultando em uma divergência genética geral de 5,5%. 

Linhagens se separaram há quase 10 milhões de anos

A estimativa dos pesquisadores coloca a divergência entre as duas ...

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