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Espaço

Fundação privada anuncia plano para começar colonização de Marte em 2018

10 dez 2013 - 19h23
(atualizado às 19h56)
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A fundação Mars One anunciou nesta terça-feira que assinou acordos com as empresas Lockheed Martin e Surrey Satellite Technology para o envio a Marte, em 2018, de robôs que prepararão a colonização de humanos que viajarão sem retorno.

A fundação holandesa, privada e sem fins lucrativos, já recebeu mais de 165 mil solicitações de voluntários dispostos a viajar para Marte, e a seleção dos finalistas será feita após quatro rodadas de exame.

As órbitas elípticas da Terra e de Marte chegam a seu perigeu a cada dois anos quando a distância entre os dois planetas é de 55 milhões de quilômetros, e as agências espaciais aproveitam esse alinhamento orbital para o lançamento das naves de exploração do planeta vermelho.

Dependendo da velocidade do lançamento, a escalação de ambos planetas e quanto combustível se use para a travessia, uma viagem da Terra a Marte pode levar entre 150 e 300 dias.

O problema logístico de uma missão tripulada a Marte consiste na carga de combustível e as provisões suficientes para a viagem de ida, a estadia no quarto planeta do sistema solar, e a decolagem e a travessia de retorno.

Bas Lansdorp, cofundador e principal executivo da Mars One, disse em comunicado que sua organização está muito entusiasmada com a assinatura dos acordos para a primeira missão a Marte.

"Esta será a primeira nave espacial privada que irá a Marte e sua chegada e operação bem-sucedidas serão uma conquista histórica", declarou Lansdorp em comunicado.

O plano da Mars One é o envio a Marte da missão não tripulada que levará abastecimentos e a partir de 2022, de grupos de quatro pessoas a cada dois anos.

A Lockheed Martin desenhou, construiu e operou o robô Phoenix Mars que a Nasa enviou a Marte em 2007 em uma missão de busca de água gelada sob o ártico marciano.

"Este é um projeto ambicioso e já trabalhávamos no estudo do conceito da missão, a partir do projeto testado do Phoenix", afirmou em comunicado Ed Sedivy, engenheiro chefe espacial da Lockheed Martin.

Por sua parte, a SSTL construirá o satélite da missão que se manterá em órbita sincrônica de Marte e proporcionará o link de banda larga alta para transmitir os dados e as imagens de vídeo do robô à Terra.

Arno Wielders, outro cofundador da Mars One, sustentou que com a missão de 2018 "se dá um passo adiante na colonização de Marte".

"As imagens de vídeo aproximarão Marte das pessoas na Terra, e com os concursos de educação planificados para nosso robô interessaremos toda uma nova geração na exploração de Marte", acrescentou.

EFE   
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