Cientistas descobrem galáxia que produzia estrelas em massa
22 mar2010 - 08h36
(atualizado às 08h53)
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Um grupo internacional de astrônomos descobriu uma galáxia que há 10 bilhões de anos produzia estrelas numa velocidade 100 vezes mais rápida do que a da Via Láctea atualmente.
Reprodução artística da galáxia que produzia 250 sóis por ano
Foto: BBC Brasil
Segundo os pesquisadores liderados pela Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, a galáxia conhecida como SMM J2135-0102 produzia aproximadamente 250 sóis por ano.
"Essa galáxia é como um adolescente passando por um estirão", comparou Mark Swinbank, autor do estudo e membro do Instituto de Cosmologia Computacional da universidade britânica.
A pesquisa, publicada no site da revista científica Nature, revelou que quatro regiões da galáxia SMM J2135-0102 eram 100 vezes mais brilhantes do que atuais áreas formadoras de estrelas da Via Láctea, como a Nebulosa de Órion, indicando uma maior produção de estrelas.
"Galáxias no início do Universo parecem ter passado por um rápido crescimento e estrelas como o nosso Sol se formavam muito mais rapidamente do que hoje", disse.
A mesma equipe já tinha descoberto, em 2009, uma outra galáxia, MS1358arc, que também formava estrelas em uma velocidade maior do que a esperada há 12,5 bilhões de anos.
"Nós não entendemos completamente por que as estrelas estão se formando tão rapidamente, mas nossos estudos sugerem que as estrelas se formavam muito mais eficientemente no início do Universo do que hoje em dia", explicou Swinbank.
A galáxia SMM J2135-0102 foi encontrada graças ao telescópio Atacama Pathfinder, no Chile, operado pelo European Southern Observatory. Observações complementares foram feitas com a combinação de lentes naturais gravitacionais de galáxias nos arredores com o poderoso telescópio Submillimeter Array, no Havaí.
Por causa de sua enorme distância e do tempo que a luz levou para alcançar a Terra, a galáxia só pode ser observada como era há 10 bilhões de anos luz, apenas três bilhões de anos após o Big Bang.
Esta imagem mostra um grande canyon de poeira e gás na nebulosa de Orion. O modelo em 3-D é baseado em observações do Telescópio Espacial Hubble
Foto: Nasa / Divulgação
Os astronautas Jeff Williams (dir.), da Nasa, e o cosmonauta russo Maxim Surayev sorriem após aterrissarem a bordo da cápsula espacial russa Soyuz TMA-16, próximo a cidade de Almaty
Foto: AP
Concepção artística divulgada pela Nasa, agência espacial americana, mostra um dos mais primitivos buracos negros no centro de uma galáxia. O achado, realizado por observações dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble, podem proporcionar uma melhor compreensão de como os buracos negros, galáxias e estrelas se formaram
Foto: Nasa / Divulgação
Nave Soyuz TMA-16 aterrissa próximo à cidade de Arkalyk, após missão na Estação Espacial Internacional. O astronauta americano Jeffrey Williams, e o cosmonauta russo Maxim Souraiev, estavam a bordo da ISS há seis meses. Eles haviam decolado no dia 30 de setembro de 2009
Foto: Nasa / Divulgação
Grandes filamentos de poeira cósmica são registrados pelo satélite espacial Planck, da ESA, a agência espacial europeia. A estrutura é um conjunto de matéria e radiação que preenche o espaço interestelar. Segundo os cientistas, o estudo da poeira cósmica ajudaria a determinar as forças que moldam a Via Láctea e estimulam a formação de novas estrelas
Foto: ESA / Divulgação
Imagem artística divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) mostra o planeta extra-solar denominado Corot-9b. Este é o primeiro planeta do tipo que pode ser estudado detalhadamente, a partir da combinação de imagens do satélite Corot e de instrumentos do observatório
Foto: ESO / Divulgação
Uma proeminência na superfície do Sol é capturada por um telescópio em um parque da capital da Bulgária, Sofia. O destaque está ancorado na parte do astro chamada fotosfera, que tem 500 km de espessura e temperatura de cerca de 5 mil graus Celsius
Foto: AP
A Nasa divulga imagem do aglomerado de estrelas NGC 7380, também conhecido como Nebulosa do Wizard. A formação está localizada na Constelação de Cepheus. A imagem foi captada pela sonda Wise, que, desde o dia 14 de janeiro, já fez mais de 250 mil fotos
Foto: Nasa / Divulgação
Telescópio Vista capta imagem da nebulosa Flame, na costelação de Órion. O núcleo da nebulosa fica completamente escondido sob a poeira cósmica da formação quando visto sob luz natural. No entanto, as câmeras em infravermelho do Vista permitiram que o aglomerado de estrelas jovens no coração da nebulosa Flame fosse observado
Foto: ESO / Divulgação
A Nasa apresenta a imagem das famosas "Tiger Stripes", ou listras de tigre, próximas ao pólo sul de Enceladus, uma das luas de Saturno. As "Tiger Stripes" são jatos formados por partículas de gelo, vapor de água e compostos orgânicos. A imagem é o resultado da sobreposição de duas imagens em alta resolução capturadas por uma câmera da sonda Cassini
Foto: Nasa / Divulgação
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