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Astronautas da Artemis II se tornam os humanos que alcançaram ponto mais longe da Terra da história

Tripulação superou recorde anterior de 400.171 km, estabelecido pela missão Apollo 13 na década de 1970

6 abr 2026 - 18h06
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Os quatro astronautas da missão lunar Artemis II, da Nasa, se tornaram, nesta segunda-feira, 6, os humanos que viajaram mais longe da Terra da história. A equipe da Artemis II bateu o recorde anterior de 400.171 km, estabelecido pela missão Apollo 13 na década de 1970. Espera-se que durante o dia de hoje, esta missão supere em mais de 6.600 km a marca anterior, alcançando 406.778 km de distância.

A nave Orion viaja ao redor da Lua para realizar um sobrevoo histórico, durante o qual os astronautas vão dedicar mais de seis horas para analisar e documentar as características da superfície lunar, antes de iniciar a volta.

"É um dia histórico e sei o quanto estarão ocupados, mas não esqueçam de desfrutar a vista", disse Jim Lovell, que participou das missões Apollo 8 e 13, em uma gravação deixada para a nova geração de astronautas, feita pouco antes de falecer no ano passado.

"Estou orgulhoso de passar a tocha a vocês enquanto orbitam a Lua", acrescentou.

A missão, iniciada na última quarta-feira, 1º, entrou no que a Nasa chama de esfera de influência lunar (momento em que a nave passa a ser atraída pela gravidade da Lua) nesta segunda por volta das 04h42 GMT (01h42 de Brasília) para realizar o primeiro sobrevoo lunar desde 1972.

O período de observação do satélite natural da Terra vai durar cerca de sete horas a partir das 18h45 GMT (15h45 de Brasília).

No domingo, a agência espacial americana publicou uma imagem registrada pela tripulação, na qual aparece a Lua e sua Bacia Oriental.

"Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista por olhos humanos", informou a Nasa. A enorme cratera, que se assemelha a um alvo, já tinha sido fotografada anteriormente por câmeras orbitais.

A tripulação da nave Orion é composta pelos americanos Christina Koch, Reid Wiseman e Victor Glover, além do canadense Jeremy Hansen.

"Obrigado a vocês e a toda a equipe em terra por perpetuar o legado da Apollo com a Artemis. Boa viagem e um retorno seguro", desejou o astronauta do programa Apollo Charles Duke, de 90 anos.

O americano é um dos últimos homens que participaram de uma missão ao satélite natural da Terra, em 1972. Desde então, nenhum ser humano havia se aproximado do astro.

Planos revisados

A Nasa destacou que a tripulação da Artemis concluiu um teste para garantir o funcionamento da pilotagem manual e também revisou seu plano de observação científica para identificar e fotogravar diversos acidentes geográficos da superfície lunar.

Os astronautas receberam formação em geologia para poder fotografar e descrever os traços lunares, inclusive antigos fluxos de lava e crateras de impacto.

Eles verão a Lua de um ponto de vista único em comparação com as missões Apollo, das décadas de 1960 e 1970. A tripulação da Artemis II poderá ver a superfície completa e circular da Lua, inclusive as regiões próximas dos dois polos.

Nunca visto

Os astronautas da missão já viram perspectivas totalmente novas. "Ontem à noite, tivemos nossa primeira visão do lado oculto da Lua, e foi absolutamente espetacular", disse Koch, durante uma entrevista ao vivo do espaço.

A Artemis II faz parte de um plano de longo prazo para retornar de forma sustentável à Lua, com o objetivo de estabelecer uma base permanente que sirva de plataforma para futuras explorações.

Durante o sobrevoo do satélite, "vamos aprender muito sobre a nave espacial", ressaltou no domingo à rede de TV CNN o diretor da Nasa, Jared Isaacman. "É o que mais nos interessa em termos de dados", acrescentou, ao lembrar que a cápsula Orion ainda não havia transportado nenhum ser humano.

A Nasa pretende fazer um pouso lunar em 2028, antes do fim do mandato de Donald Trump./COM INFORMAÇÕES DA AFP

Estadão
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